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Crédito: Pixabay

Rodrigo Alcântara*

A pandemia trouxe alguns aprendizados importantíssimos para quem deseja montar um bom portfólio de investimentos. No começo deste ano, a bolsa de valores estava com aproximadamente 1,9 milhão de CPFs cadastrados, batendo o recorde de número de investidores interessados em ativos de renda variável. No ano passado, a contagem foi 45% menor, atingindo a marca do 1,2 milhão. Já em 2018, a quantidade de investidores correspondia a mais ou menos a metade do número registrado em 2019.

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Após o período de quarentena – depois da deterioração dos preços dos ativos de renda variável, como as ações, ETFs e fundos imobiliários –, as pessoas continuaram investindo, o que fez com que o número de aplicadores na bolsa de valores saltasse para incríveis 3 milhões no final de setembro.

Mas o que isso significa? Além do maior número de investidores – graças à digitalização dos novos entrantes –, as possibilidades de diversificação nas aplicações se multiplicaram e o entendimento quanto aos riscos também cresceu bastante entre os investidores. O risco de mercado foi o assunto mais discutido em março deste ano, quando os valores das ações da bolsa chegaram a cair mais de 50%, com o acionamento do circuit breaker 6 vezes dentro de 8 pregões, para acalmar a volatilidade do mercado.

Depois do mês de março, muitas modalidades de investimentos também começaram a ser discutidas. Perguntas como: “vale a pena ter exposição em ouro na carteira de investimentos? E em ações internacionais e dólar?”, se tornaram recorrentes na vida de assessores de investimentos. E a resposta é diferente para cada tipo de investidor, dentro de suas estratégias e exposições, que são personalizadas.

Mas a palavra “balanceamento” se tornou a chave para o sucesso de muitos deles após a quarentena. O objetivo de um balanceamento de portfólio é adequar de tempos em tempos, a estratégia de investimento com as mudanças do cenário econômico, de seus objetivos e da adesão ao risco. Respeitar o peso de alocação definido pelos profissionais de investimentos é também muito importante, pois essa atitude será decisiva para a geração de retorno de longo prazo.

O ato de se respeitar o balanceamento é baseado em atitudes estratégicas como a de se seguir um racional de carteira, evitar riscos desnecessários e ter um acompanhamento inteligente de portfólio. Praticamente, quando esse trabalho é feito pelo investidor ou assessor de investimentos, o efeito de “comprar barato e vender caro” é encontrado dentro de uma tática bem fundamentada.

Imagine os investidores que compraram empresas do setor bancário antes de março, por exemplo. Quais foram os questionamentos dos mesmos, quando viram os seus papéis perderem 30 a 40% de seus valores? Me arrisco a propor algumas importantes perguntas: “Quanto tempo levará para que essas ações voltem aos preços da época em que foram compradas? Quanto tempo levará para que o dinheiro investido seja recuperado? “. Mas muitos investidores caem no erro cognitivo clássico da aversão à perda e não trocam as suas posições. Pensam que se perderam com o ativo “A”, devem continuar apostando neste mesmo ativo para conseguir recuperar o que foi perdido. No entanto, isso não precisa necessariamente ocorrer desta maneira.

Com a queda nos preços dos ativos em março, por exemplo, investidores que compraram ações do banco Itaú e permaneceram com os seus papéis, ainda não recuperaram o capital investido. Mas aqueles que trocaram as suas posições e compraram alguns papéis como os dos setores de tecnologia, logística e e-commerce, não só recuperaram como podem ter ficado no lucro. A carteira de ações Top 10 da XP, trocou 5 ativos em abril e mais 3 em maio, ou seja, adequou e moldou a recomendação de portfólio em renda variável ao novo cenário.

O mesmo se aplica para toda a carteira, não somente para os ativos de renda variável. Uma vez que foram definidos os pesos de alocação em ativo pertencente ao cenário atual, somente será necessário que o investidor faça adequações em seu portfólio e revise os pesos e a sua estratégia de tempos em tempos.

Agora, vamos imaginar que a bolsa de valores suba e as ações passem a representar 15% da carteira de investimentos. Neste contexto, o investidor poderá realizar 5% de renda variável, voltando ao peso de 10% definidos na estratégia montada por ele e, posteriormente, adequar os pesos. O cenário inverso também é verdadeiro, ou seja, se as ações caírem para 7% da carteira, o investidor pode retirar recursos de outras modalidades de investimentos e aumentar a sua exposição em bolsa. Esse trabalho feito recorrentemente, tem se apresentado como uma boa estratégia para os investidores.

É importante lembrar que as pessoas devem procurar pelas orientações de bons assessores de investimentos, pois eles saberão identificar o perfil de cada investidor e definir os pesos de suas carteiras de aplicações. Ter este tipo de profissional por perto, pode facilitar o encontro de novas oportunidades no mercado financeiro e aprimorar o acompanhamento de carteira.

*Economista e assessor na Atrio Investimentos rodrigo.alcantara@atrioinvestimentos.com.br

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