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EDITORIAL | Um alerta e advertência

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Crédito: REUTERS/Pascal Rossignol

As circunstâncias que levaram ao blecaute no Amapá, provocando danos, materiais ou não, que não há como avaliar precisamente, devem ser tomadas, para o País em conjunto, como alerta e advertência. Nem a pobreza nem a distância dos grandes centros justificam o que aconteceu, justificam o grau de despreparo das empresas concessionárias ou a omissão dos organismos de controle e do próprio Ministério de Minas e Energia. Vale para os cuidados preventivos e por suposto permanentes, vale para as demoradas ações corretivas. No caso, porque todo o sistema elétrico estadual dependia de uma única subestação que, por sua vez, dependia de três transformadores de grande porte, que colapsou numa espécie de reação em cadeia que não pode ser enfrentada porque não havia redundância no sistema, muito menos condições adequadas de manutenção.

Uma situação que pode se repetir em qualquer ponto do País, até mesmo nos grandes centros, porque o sistema vem operando no limite e sem padrões de manutenção, para geração, transmissão e distribuição, que guardem proximidade com sua vital importância. É fato conhecido que o sistema elétrico brasileiro, reestruturado e expandido nas alturas dos anos 70 e 80, tendo como modelo a mineira Cemig, já alcançou níveis elevados de eficiência e, inclusive, de custos, que foram sendo perdidos na medida em que o espaço técnico foi ocupado pela política, tendo como primeira consequência um irresponsável desinvestimento. Algo que só se mantém de pé porque um dos efeitos do baixo crescimento econômico foi o menor crescimento da demanda de energia.

Falar em retomada da economia e, mais, de crescimento sustentado, significa em primeiro lugar reconhecer a realidade. E nesse sentido os acontecimentos no Amapá, onde o sistema de distribuição de energia elétrica é operado por concessionária estrangeira, tem inequívoco sentido de advertência, sobretudo para aqueles que imaginam a privatização como solução para a falta de recursos e para a escalada de abusos que ajudam a explicar a situação. Ou, olhando mais para trás, em socorro dos desmemoriados, também para lembrar que a própria Cemig foi criada justamente para ocupar o espaço que, por falta de interesse, concessionárias estrangeiras abandonaram, fato que se repetiu em praticamente todo o País.

Desconhecer a história, sobretudo em se tratando de políticos ou gestores públicos, pode ser um erro fatal, verdade que neste momento o distante Amapá escancara a todos os brasileiros, expondo riscos que simplesmente não podem ser aceitos.

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