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Opinião

EDITORIAL | A cegueira da ambição

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Crédito: USP Imagens

Da noite para o dia a política brasileira deu uma espécie de cambalhota, consequência do retorno – ainda que pendente de decisões, no âmbito do Judiciário, que podem implicar em nova cambalhota – do ex-presidente Lula ao páreo, por enquanto em condições de competir nas eleições presidenciais do próximo ano. Diante da novidade, até certo ponto inesperada, ganha força a polarização, como se não houvesse alternativas entre ele e Bolsonaro, que por sinal saiu em desvantagem na primeira pesquisa sobre as preferências dos eleitores.

Nesse clima, em que ressurge o que os extremos têm de pior, parece existir claramente um retrocesso em que, mais uma vez, projetos de poder ocupam os espaços da política, sem lugar para o debate, para o diálogo, para o objetivo comum de construção, afinal, de um projeto para o Brasil. No momento em que o País atravessa aquela que é, muito provavelmente, a mais grave crise de toda sua história, com política, gestão pública e economia completamente desestruturadas, tendo como pano de fundo uma pandemia descontrolada e diante da qual ninguém parece saber exatamente o que fazer, a situação descrita cava mais fundo o buraco em que nos encontramos.

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Construir alternativas, a estas alturas, parece ser elementar condição de sobrevivência, primeiro diante do vírus, na sequência diante da árdua tarefa de reconstruir a economia, num processo que exigirá correção das distorções que se acumularam ao longo do tempo. Uma tarefa, evidente, que demanda confluência e harmonia, num clima em que necessariamente o singular terá que dar lugar ao plural, algo que infelizmente ainda parece muito distante da realidade, onde prevalece a cegueira da ambição.

Tudo isso num vazio ainda mais assustador exatamente porque, a sério, ninguém oferece propostas ou alternativas, transformando manifestos, como o último deles, produzido e assinado por um grupo de respeitáveis economistas, em planos de ação, em pauta para a grande reconstrução, em todos os planos da vida nacional, que urge ser iniciada. Houvesse desapego e este seria o rumo, calcado no entendimento, na confluência, na soma de forças, elementos sem os quais pouco, ou nada, de efetivo será possível fazer, além de antecipar os espasmos que virão inexoravelmente, consumindo tempo e energia, enquanto as necessidades e a vontade da maioria servem apenas como ingredientes para as manobras daqueles que, não nos iludamos, se apropriaram do Estado brasileiro, manipulando também elementos ideológicos, à esquerda e à direita, apenas para garantir a própria sobrevivência, o que até agora tem feito com sucesso.

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