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Opinião

EDITORIAL | A fome bate à porta

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Crédito: Freepik

O objetivo mundial, desde o início de 2020, é sabidamente conseguir vencer a grande batalha contra a pandemia da Covid-19. Há mais de um ano, o coronavírus vem levando pesquisadores, por meio da ciência, bem como autoridades em diversos países, via político-econômica, a se debruçarem sobre soluções para os diversos problemas criados por esse inimigo invisível.

Várias vacinas, felizmente, já vêm sendo aplicadas em diferentes países, inclusive no Brasil. Mas se, por um lado, começamos a ter alguma vantagem no combate direto ao vírus, por outro, uma outra pandemia se agrava pelo mundo: a da fome.

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Documentos da Organização das Nações Unidas (ONU) do ano passado já davam conta de que a pandemia de Covid-19 havia contribuído para que o número de famintos pelo mundo dobrasse. E não é preciso ir muito longe para ver essa realidade. Em Belo Horizonte, hoje basta um olhar um pouco menos desatento para ver que, aos poucos, a miséria ganha espaço pelas ruas da cidade. Muitas pessoas sem moradia e sem garantia de segurança alimentar. Cenário que não é exclusivo e atinge muitos outros municípios brasileiros.

Problema, aliás, que demanda diversas políticas públicas não só simultâneas, mas também complementares. Uma nova rodada do auxílio emergencial já era sim, urgente, mas ainda não suficiente para lidar com as necessidades de uma população que, em um ano, viu alimentos básicos de sua cesta atingirem aumentos desmedidos e, em até certo ponto, injustos.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) divulgado na última semana mostrou que, o arroz com feijão, considerado a base do prato-feito no País, teve uma alta média do preço de mais de 60% nos últimos 12 meses. Percentual dez vezes superior à inflação média apurada para o período também pela FGV.

O consumo de proteínas como a carne bovina também tem se tornado restrito no País, tendo atingido em 2020 o menor nível em mais de duas décadas.

Tais incrementos nos preços desses produtos no mercado doméstico refletem a grande demanda não só da China, mas mundial, por alimentos e, em um cenário de dólar alto e real desvalorizado, tornam-se um desafio para o já comprometido orçamento dos brasileiros.

Recentemente, o governo federal chegou a suspender mais uma vez a alíquota do imposto de importação de grãos como milho, soja, óleo e farelo de soja provenientes de fora do Mercosul para conter a alta dos preços internos e diminuir os custos de produção no agronegócio e, consequentemente, o impacto à população. Mas é preciso mais. O combate à fome não é apenas um dos primeiros passos, mas talvez um dos maiores aliados da vacina na luta contra a Covid-19 e tantas outras doenças.

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