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Opinião

EDITORIAL | A questão elementar

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Crédito: Freepik

O prolongamento da pandemia e sua intensidade, muito além do que se esperava e, verifica-se agora, dos piores prognósticos, produziram danos na esfera econômica igualmente inesperados. A reconstrução, quando chegar o momento, demandará esforços e custos comparáveis com a recuperação da Europa no pós-guerra e só será possível, conforme pontuam organismos internacionais de fomento, com uma ação comum em que os níveis de cooperação alcancem proporções até então desconhecidas. Em termos bem simples e diretos, estamos todos no mesmo barco e, assim, ou remamos na mesma direção ou o desastre ainda maior será apenas questão de tempo.

Somar forças, cooperar, para mudar, para devolver racionalidade à economia e às relações de negócios entre países e entre empresas, para aplainar diferenças, tornando possível a inserção no mercado de milhões de indivíduos que hoje estão à margem. Questão de justiça, de bom senso e, para mais fácil compreensão, de pragmatismo também.

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No que toca ao Brasil, isoladamente, os desafios são certamente ainda maiores, uma vez que o País já enfrentava um ciclo de retração, numa espécie de marcha a ré engatada na virada do século, agora enfrenta, depois de um ano de pandemia e de forte desaceleração dos negócios, dificuldades ainda maiores. Pior, sem que tenha ao menos desenhado, até agora, um verdadeiro plano de recuperação, algum tipo de resposta às milhares de empresas que sucumbiram, àquelas que se encontram no limiar de sua resistência ou aos cerca de 20 milhões de indivíduos que estão fora do mercado formal de trabalho.

Discursos vazios ou projeções irrealistas absolutamente não são capazes de alterar a realidade, que, reconhecida, automaticamente levará ao entendimento de que será preciso fazer mais e fazer diferente, situação bem ilustrada nas tratativas de revisão do chamado Programa Especial de Regularização Tributária, cuja reabertura, com alterações, está em discussão no Senado. Que não seja mais do mesmo, repetição de refinanciamentos anteriores que fracassaram por completo porque faltou realismo na sua concepção.

Empresas inadimplentes, que nunca foram tantas, não são caloteiras e não pedem perdão, esperam apenas o elementar entendimento de que sua capacidade contributiva foi ultrapassada, o que as resguarda juridicamente, muito especialmente na situação presente. Como afinal entender, menos ainda aceitar, que de um lado sejam obrigadas a paralisar suas atividades e, de outro, a continuar recolhendo tributos que em certa medida deixaram de existir também? Eis a pergunta que, mesmo elementar, continua sem resposta.

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