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EDITORIAL | Agir enquanto ainda é tempo

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Crédito: Tamara Saré/Arquivo/Ag, Pará

Na semana que passou o superintendente da Polícia Federal no Amazonas enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) notícia crime pedindo investigação sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por dificultar a ação fiscalizadora do poder público, exercer advocacia administrativa e integrar organização criminosa. Também são acusados o presidente do Ibama e um senador por Roraima.

Salles, que em diversas ocasiões foi apontado como próximo da demissão e é uma das figuras mais controvertidas no primeiro escalão da administração federal, é o mesmo que, em reunião ministerial, disse que enquanto as atenções estivessem voltadas para a pandemia haveria espaço para, sem chamar atenção, desmontar as políticas ambientais. Ou, repetindo suas palavras, “abrir as porteiras”.

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Existem sim controvérsias com relação à questão ambiental e interesses que ela possa abrigar. Nada que se aproxime, contudo, de ações que, na verdade, visam proteger extração clandestina de madeira na Amazônia, além de garimpagem ilegal, alvos da Polícia Federal e motivação para as graves acusações ao ministro que, não apenas por sua conta, evidentemente, politizou a questão, fazendo parecer que preocupação ambiental é coisa de vagabundos e esquerdistas. Custa nada lembrar, um grupo seleto, do qual fazem parte o presidente dos Estados Unidos e os principais chefes de Estado europeus.

Fato é que o assunto pede seriedade, o que do lado brasileiro não parece estar acontecendo. Seriedade, fundamentalmente, para apontar interesses escusos, seja aonde for que eles estejam, seriedade para conter os processos de deterioração do meio ambiente, nas diversas frentes que ocupam as atenções presentemente. Quando menos, no caso brasileiro, levando em conta a necessidade de também reconstruir a deteriorada imagem do País, sem o que não se imagina possível obter sequer atenção dos países industrializados ocidentais, muito menos pedidos de ajuda – até humanitária – a eles dirigidos.

Isolado e arrivista, está suficientemente claro, o Brasil ou, mais precisamente, seu atual governo, pouco ou nada obterá, continuando a ser visto da forma como foi recentemente descrito pelo primeiro-ministro francês no parlamento de seu país. Nesse contexto, evidentemente, nada ajudam as acusações ao ministro do Meio Ambiente, da mesma forma que sua presença no governo só cria dificuldades para os ainda tímidos esforços de reaproximação e reconstrução da imagem do País, ensaiados pelo ministro das Relações Exteriores.

Não espanta, nesse contexto, que até agora as acusações da Polícia Federal não tenham produzido um único efeito, o sumário afastamento do acusador.

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