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Crédito: REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente Emmanuel Macron, da França, erroneamente qualificado como premier em requente comentário publicado neste mesmo espaço, pelo que nos penitenciamos, volta a tentar ocupar espaços na mídia e ao mesmo tempo apresentar-se como protagonista diante de seus talvez decepcionados eleitores. No último final de semana, depois de repetir seguidas e variadas ameaças ao Brasil, por conta das queimadas e desmatamento na Amazônia, acabou isolado e desautorizado na reunião do G7, em que como anfitrião esperava ser também protagonista. Não foi o que aconteceu e num primeiro momento ele pareceu curvar-se à realidade.

Durou pouco. Mal seus convidados retornaram a seus respectivos países e ele voltou à carga. Agora para propor, com indisfarçável dose de atrevimento, que a Amazônia seja submetida a um “estatuto internacional”, o que nem ele parece saber exatamente o que seria. Macron, repetimos, está jogando para a plateia, principalmente para aquela parcela mais sensível às questões ambientais e que ao longo de muitos anos tem sido bombardeada por informações falsas sobre a questão da floresta. Falta a ele, principalmente, entender que parte da Amazônia é território brasileiro, a todos os títulos exclusivamente sob nossa jurisdição e soberania. Não é parte de uma colônia, como, para ficarmos num exemplo mais próximo, a vizinha Guiana “Francesa”.

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E este não é um entendimento apenas brasileiro. Na própria reunião do G7, o grupo dos sete países mais ricos do planeta, na francesa Biarritz, foi dito com todas as letras, e por gente que fala mais alto, que o problema da Amazônia é sério, merece ser discutido e o Brasil apoiado, em regime de colaboração, porém sem qualquer espécie de discussão sobre de quem é a soberania sobre a região.

É bom, necessário, que o Brasil, por seu governo, seja absolutamente firme nesta questão, como tem sido. É bom, nesse caso, que o presidente Bolsonaro não meça palavras para reafirmar que a Amazônia é brasileira “e ponto final”, ainda que se lamente sua recusa, num primeiro momento, em receber ajuda do G7, posição felizmente já revisada. Nessa linha, que mais que aplausos merece apoio incondicional, é preciso registrar, estanhando, que seja diferente seu raciocínio e sua atitude em relação ao pré-sal, que por razões estratégicas não deveria, a nenhum título, sair do controle brasileiro, o que não está acontecendo. E estamos falando de algo tão importante quanto a Amazônia, estamos falando de reservas de petróleo, que, comprovadamente, estão entre as maiores do mundo, essenciais ao futuro que a maioria dos brasileiros deseja construir. Pensar a respeito também é conveniente e oportuno.

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