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Crédito: Antonio Cruz/ABr

Deixando de lado a inapropriada ideia de que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval, substituindo-a pelo propósito de fazer de 2020 um ano de grandes transformações e de resultados, seria bastante oportuno começar por uma reflexão sobre os efeitos danosos da transformação, ao longo de mais de 20 anos, da política monetária em frustrado instrumento de controle da economia. Melhor, muito melhor, que comemorar que as taxas nominais são hoje as mais baixas já registradas é verificar o que aconteceu antes, como e por que, além do preço pago pelos erros cometidos.

Um industrial paulista, vice-presidente da Federação das Indústrias local, mas falando por conta própria, estudou o assunto e chegou a conclusões assustadoras. Segundo ele, se a taxa Selic tivesse encerrado 2018 em 4,5% e não em 6,5%, o País teria economizado inacreditáveis R$ 279,3 bilhões em dois anos, relativos ao serviço da dívida pública. Fácil compreender: o maior devedor no País em que as taxas de juros foram, anos a fio, as mais elevadas de todo o mundo, era o próprio Estado, que deu o laço e apertou a corda, transformando o remédio em veneno e, pelo menos aparentemente, sem se dar conta do erro cometido. Tudo isso, em apenas dois anos, ao custo aproximadamente de R$ 300 bilhões, o que nos faz imaginar quanto terá custado ao longo do tempo.

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“O pior é que um país com déficit fiscal deste tamanho, se tivesse usado a taxa de juros de equilíbrio e não as taxas exageradas que tivemos, teria pago muito menos juros que tivesse sido usado para investimentos ou para abater a própria dívida, hoje a nossa situação seria muito melhor”, resume o autor do estudo, procurando chamar atenção para um problema que merece ser examinado com lupa. Para estabelecer responsabilidades e, sobretudo, para aprender e corrigir a rota, em condições de continuar reduzindo os custos da dívida e a própria dívida.

Admitir apenas que o Banco Central, mais preocupado talvez em exibir sua independência, tenha exagerado na dose a um custo que não permite comparações será muito pouco. Temos todos, os brasileiros, pleno direito de saber quanto nos custou, ao longo do tempo, o erro cometido. Saber para aprender, saber para não repetir e, estabelecidas as responsabilidades, conhecer também a sua natureza. Tudo isso lembrando que as reduções verificadas nos últimos dois anos representaram para o Tesouro Nacional economia significativa e, para o ano que está começando, poderá ser um dos fatores mais relevantes no processo de recuperação da economia, confirmando o erro tantas vezes apontado neste espaço.

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