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Nesses tempos tão escassos de boas notícias, é muito bom quando surge oportunidade para um registro positivo. Estamos falando da abertura formal, depois de longo tempo e muitas idas e vindas, do aeroporto-indústria de Confins, que funcionará anexo ao aeroporto internacional.

Com início das operações marcadas para o mês de julho, será o primeiro desse tipo no País e, segundo as estimativas mais imediatas, deverá atrair até R$ 3,5 bilhões em investimentos privados, com geração de 40 mil empregos diretos e indiretos. E isso só para começar, dizem, orgulhosos, os dirigentes da concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

Como já foi dito, esta é uma história antiga, iniciada quando Confins ainda era estatal, faz talvez uns 20 anos. Com a privatização, e o interesse imediato no terminal de passageiros, ficou a impressão de que o assunto, que chegou a ser apontado como o eixo de desenvolvimento econômico e social do chamado Vetor Norte e capaz de inserir Minas Gerais no mundo da alta tecnologia, com indústrias trabalhando sob regime alfandegário especial, reduzindo seus custos e podendo importar e exportar com muito mais facilidade, havia morrido.

Felizmente não foi o que aconteceu e hoje já há quem diga que o aeroporto-indústria poderá marcar a retomada do crescimento econômico no Estado, uma vez vencida a pandemia do coronavírus.

Conforme informações do presidente da BH Airport, Marcos Brandão, estão em andamento negociações com pelo menos quinze empresas, sendo que dez delas já em estágio avançado. Outro detalhe relevante é que a primeira empresa a se instalar no aeroporto-indústria será a mineira Clamper S.A, do ramo eletrônico e hoje com presença global, conforme adiantou a este jornal seu presidente, Ailton Ricaldoni Lobo.

Com uma área disponível de 750 mil metros quadrados, as estimativas são de que poderá abrigar até 250 empresas, contribuindo para elevar a competitividade das indústrias a um novo patamar, contribuindo, com o entreposto aduaneiro que faz parte do conjunto, para atrair para o Estado empresas cuja produção incorpora alto valor agregado.

Não parece haver excesso de otimismo nessas avaliações, muito menos irrealismo, nos fazendo enxergar que existem alternativas e caminhos bem sinalizados para que elas sejam concretizadas.

Como no caso, em que também não se pode deixar de registrar os méritos do ex-subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Desenvolvimento, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos, cuja persistência nos conduziu ao momento hoje propriamente festejado.