COTAÇÃO DE 04/05/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4300

VENDA: R$5,4310

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4170

VENDA: R$5,5930

EURO

COMPRA: R$6,5464

VENDA: R$6,5493

OURO NY

U$1.779,24

OURO BM&F (g)

R$311,42 (g)

BOVESPA

-1,26

POUPANÇA

0,1590%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | Cegueira coletiva

COMPARTILHE

Crédito: Freepik

A gestão pública no Brasil, apesar das dificuldades que se avolumam em nível sem precedentes, continua dando mostras tanto de descompromisso quanto da mais completa alienação com relação à realidade. Não é preciso falar da pandemia e da funesta previsão de que o País pode chegar a meados do ano com o registro de meio milhão de mortes, o que só não acontecerá se houver verdadeiro milagre no avanço do processo de vacinação. Não é preciso recordar que o Executivo tornou-se refém de sua debilidade política ou apontar que, previsivelmente, a economia não reage. Tudo isso e mais uma dívida interna que cresce exponencialmente, alimentada por um Estado gordo, gastador e esbanjador.

Este não é um julgamento político, apenas a visão objetiva dos fatos, num balanço que entristece e preocupa, sobretudo quando se constata a repetição das piores práticas ou que a prometida nova política envelheceu muito rapidamente. O que mais dizer, afinal, diante do anúncio de que a Câmara dos Deputados acaba de reajustar de R$ 50 mil para R$ 135,4 mil o valor destinado ao reembolso de despesas relativas à assistência médica para parlamentares e seus dependentes, um aumento portanto de 170,8%. Um abuso, para não definir com tintas mais fortes o que se passa, tão injustificável quanto intolerável. Para piorar, o valor se refere ao reembolso de procedimentos não cobertos por um já generoso plano de saúde.

PUBLICIDADE

Singelos, convencidos talvez de que realmente habitam outro planeta, os senhores deputados explicam que o reajuste se tornou necessário porque a inflação média supera os índices oficiais de inflação. Fácil constatar, mais fácil ainda resolver quando o dinheiro não sai dos bolsos dos beneficiários e sim de contribuintes, que, evidentemente, nem de longe têm as mesmas regalias, embora como regra enfrentem dificuldades exponencialmente maiores. Como explicar, por exemplo, o valor da mais do que nunca esmola oferecida, na forma de ajuda emergencial, a parcela dos brasileiros que estão abaixo da linha da pobreza?

Ou como ignorar que, de uma forma ou de outra, estas despesas – não raro bastante duvidosas – acabam por agravar ainda mais o desequilíbrio fiscal e não levam em conta que o País chegou ao mês de abril sem orçamento para o ano, situação que, pelo menos no domínio das formalidades, coloca a gestão pública sob risco de paralisação, além de representar riscos diretos, sem que se façam as correções devidas, para os signatários da peça orçamentária, inclusive o presidente da República.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!