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Opinião
Crédito: REUTERS/Ricardo Moraes

Milhões de brasileiros foram jogados de volta, nesse início de ano, alguns degraus abaixo da linha da pobreza, consequência direta do fim da ajuda emergencial paga aos mais carentes no ano passado. Pandemia, desemprego ainda bastante elevado e a economia distante do ritmo de recuperação desejável e necessário, definem, no campo da teoria, o que se passa.

Nada, porém, capaz de aliviar o desespero de quem se vê sem alimento, pior ainda, sem condições de alimentar seus filhos e com baixíssimas chances de obter renda, por menor que seja.

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O prosseguimento ou não da ajuda vem sendo discutida faz tempo, diante das evidências de que a duração da pandemia vai além do que se imaginava, em parte por erros cometidos na gestão da crise sanitária, um gap que a lenta recuperação econômica não é capaz de suprir.

Um virtual impasse, de um lado com demandas, de outro incapacidade de atendê-las, uma vez que o Estado não tem como bancar os gastos.  Há que rompê-lo, o que essencialmente significa fazer diferente, entendendo que a emergência não comporta soluções convencionais, dentro da burocracia que o setor público cultiva com tanto zelo.

Na semana que entra, e de olho também nos dividendos políticos que poderá recolher, o presidente Bolsonaro deve, finalmente, anunciar que a ajuda voltará a ser paga, possivelmente a partir do mês de março, com valores menores, aparentemente ainda não fixados, e a um contingente também menor.

Ocasião oportuna, aliás, para que se esclareça os pagamentos irregulares feitos no ano passado, na expectativa de que os mesmos erros ou desvios não sejam repetidos. Igualmente fundamental será o entendimento de que o problema prosseguirá desafiador, um quadro que só poderá ser alterado com a vacinação em massa e mais rápida para que a pandemia seja contida e existam condições mais sólidas para a retomada.

O que significa também que não basta apenas olhar para os miseráveis, o que não há como fazer indefinidamente e em condições satisfatórias, sendo necessário oferecer suporte aos negócios, principalmente aqueles que, parados e descapitalizados, também se encontram numa situação de indigência.

Aqui também será preciso fazer diferente, atropelando paradigmas ou, como muitos dizem, sendo desejável que o setor público se não puder ajudar pelo menos deixe de atrapalhar, seja menos hostil aos que garantem trabalho, renda e possibilidade de consumo, além de sustentarem uma máquina pública que cobra cada vez mais e oferece cada vez menos. Em suma, um choque de realidade que não nos deixe continuar definhando.

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