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EDITORIAL | Concorrência que incomoda

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Crédito: Ueslei Marcelino/Reuters

Com colaboração explícita do atual governo brasileiro, que parece enxergar nas políticas ambientais, especificamente com relação à Amazônia, uma espécie de conspiração contra o País patrocinada por esquerdistas, ganhou força nos últimos dois anos campanha mundial imputando ao Brasil todos os pecados.

Por pior que possa ser a política brasileira é preciso atentar para o fato de que não existem inocentes nessa história e sim uma bem orquestrada movimentação, muito anterior ao governo Bolsonaro, cujo objetivo final seria a internacionalização da região ou algum tipo de intervenção, sob o argumento de que os brasileiros se mostraram incapazes de conservar a floresta.

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Não se trata de alguma espécie de delírio e, sim, de um fato objetivo, discutido abertamente em fóruns internacionais fazem mais de 40 anos. E com poucos se dando conta, por exemplo, de estudos recém-divulgados pela Nasa, cujos satélites registraram incêndios em todo o mundo, com destaque para o Congo e Madagascar, na África, no momento o maior foco de destruição de florestas no planeta.

No Brasil, apareceram focos no Piauí e no Maranhão, sem destaque digno de nota, muito menos de confirmação dos crimes ambientais que nos são rotineiramente atribuídos.

A cobiça, está claro, alimenta estes movimentos, ainda que sob o disfarce de que se trata de proteger o bioma, falsamente apontado como pulmão do planeta. E hoje com um ingrediente novo, com o Brasil alçado, por mérito e tecnologias próprias, à condição de um dos maiores produtores de alimentos e proteínas animais no planeta, o que tem sido feito com ganhos de produtividade, de eficiência, muito mais que expansão das fronteiras agrícolas.

O que já foi feito e, muito mais, o que ainda poderá ser feito, representa também uma ameaça para os tradicionais produtores, da Europa principalmente, sabidamente incapacitados para concorrer com o país nesse campo.

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Eis porque absolutamente não é coincidência, apesar dos muitos erros cometidos tanto na política ambiental quanto na externa pelo governo atual, que pressões explícitas tomem justamente neste momento a forma de ameaças de boicote a produtos brasileiros, especificamente commodities agrícolas.

O sucesso do agronegócio brasileiro, uma guinada sem precedentes que aconteceu em menos de meio século, evidentemente causa incômodos e provoca reações. Fundamentalmente, é o que está acontecendo, com o agravante de que o governo Bolsonaro não perde oportunidade de colocar lenha nessa fogueira.

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