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É um costume ancestral e tem a ver com o fato de que conhecimento e cultura são privilégios e como tal valorizados. Sobretudo do lado de cá do mundo, onde doutores assim se apresentam sem os respectivos títulos e o simples bacharelado é sonho que a maioria não alcança. Estamos refletindo sobre o status dessa condição especial e a maneira como muitos daqueles que a possui se comportam, complicando o que poderia ser simples, exibindo erudição desnecessária, talvez imaginando estar aí a barreira que os separa da planície.

Divagando para chegar a algo concreto, neste caso alguns economistas que exibem erudição apenas para tentar explicar aquilo que a maioria das pessoas, independentemente das escolas que possam ter frequentado ou não, sabem muito bem. A caixa d’água permanecerá vazia se o cano de saída for maior que o de entrada, da mesma forma que não o dinheiro que entra na carteira, ou no banco, tem que ser sempre mais que o que sai. Elementar, embora estas verdades nos sejam ditas quase sempre com uma erudição que na melhor das hipóteses apenas confunde.

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Distorção típica do setor público, onde o conceito de prestar contas também é bastante elástico, o que se estende desde a alta administração federal até o menor dos municípios, todos eles, ou quase, lidando, faz tempo, com o problema de não conseguir equilibrar entradas e saídas. Eis que a erudição, de alguma forma, vem em socorro, mesmo que ilusório, de quem deveria estar cuidando de fazer certo e não tem como explicar, por exemplo, o aumento de 25% dado a bombeiros, policiais militares e civis do Distrito Federal, mais uma conta que vai parar nos cofres vazios do Tesouro e que, por absurdo conceito de, digamos, gravidade, inclui estados que até a pouco eram  territórios, nessa condição bancados pela União.

Apenas um exemplo, tomado por ser mais recente, e nos ajudando a entender como e porque as despesas com funcionalismo não param de crescer, não guardam relação com a evolução da arrecadação ou da própria inflação e fazem dessa conta a segunda mais pesada para o Estado brasileiro, ajudando a cavar mais fundo o buraco do desequilíbrio fiscal. Só muita erudição, ou lábia, para explicar o que não tem explicação. A conta que não fecha, e não fechará, é a mesma que em Minas o governador Zema volta a dizer que só ficará em ordem quando a antiga Codemig for afinal vendida.

Aqui também pura ilusão. O atual governador, e como tantos outros, busca a saída possível, mas perde de vista o essencial, o fato de que sua solução será provisória, o buraco poderá até ser tapado, mas apenas momentaneamente, uma vez que o desequilíbrio estrutural permanecerá ou, pior, tendendo a ser cada vez maior.

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