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EDITORIAL | Estragos a reparar

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Crédito: REUTERS/Kevin Lamarque

A diplomacia brasileira construiu uma tradição que, até há dois anos, era considerada referência, fruto de uma tradição de equilíbrio e independência. Hoje, depois da gestão de dois anos do hoje demitido chanceler Ernesto Araújo, o País se vê em situação oposta, em inúmeras ocasiões exposto ao ridículo, num retrocesso que não tem paralelo e, pior, implicações sérias nas relações comerciais e até em questões tão prementes quanto a negociação de compra de vacinas ou de insumos para produção local.

A sucessão de provocações absolutamente gratuitas e impertinentes, aparentemente tradução do pensamento da dita “ala ideológica” da administração federal, fez bem mais que produzir algumas situações ridículas, por sinal bem espelhadas na nota de despedida do chanceler, que só caiu depois de um peremptório veto do Congresso Nacional, acompanhado de manifesto assinado por mais de trezentos diplomatas, matéria igualmente relevante mas que provavelmente sequer foi lida por quem mais interessa.

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Araújo, como já sabemos, foi substituído por Carlos França, diplomata de carreira, que, mesmo sem ter ocupado nenhuma embaixada, é mais bem visto por seus colegas. A questão agora é saber se ele terá espaço e condições para restaurar as melhores tradições do Itamaraty, onde evidentemente não deveria haver espaço para um discurso ideológico que, na perspectiva moderna não tem pé nem cabeça, tampouco para alinhamentos tão sem propósito como o promovido com relação aos Estados Unidos, na gestão do presidente Trump, considerado um “amigo” que na realidade sempre foi amigo apenas de si mesmo, ou agressões igualmente despropositadas à China, que, independentemente de preferências individuais, continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil.

Por horas é bastante difícil imaginar o que virá pela frente, ainda que seja unânime o reconhecimento do fato em que não há comparações possíveis entre o antigo e o atual chanceler. O problema, evidentemente, diz respeito a antecipar as diretrizes que lhe serão dadas, sua capacidade de resistir ou do Congresso reagir, num quadro geral de instabilidade que por enquanto gera apenas incertezas. Certo é que podemos estar diante da oportunidade de reparar os erros cometidos, começando a reconstruir a posição brasileira no cenário internacional.

E é o que precisa ser feito urgentemente, não por capricho ou vaidade e sim para que o Brasil possa recuperar sua capacidade de se movimentar internacionalmente, melhor defendendo seus verdadeiros interesses e explicitando alinhamento com as causas que são hoje universais.

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