COTAÇÃO DE 15/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2370

VENDA: R$5,2380

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,2600

VENDA: R$5,4070

EURO

COMPRA: R$6,2090

VENDA: R$6,2103

OURO NY

U$1.793,52

OURO BM&F (g)

R$303,17 (g)

BOVESPA

-0,96

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | Lições para não esquecer

COMPARTILHE

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

Nada como um dia depois do outro, conta a sabedoria popular. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, professor e intelectual muito respeitado, chegou ao Planalto portando tal reconhecimento e esperanças para os brasileiros. Rapidamente picado pela mosca azul, imaginou que um segundo mandato viria a calhar e para obtê-lo fez tantas concessões que chegou a pedir que esquecessem tudo que havia dito e escrito. Todos pagamos caro pelo deslize, pelo abandono da prometida reforma política que, se realizada, muito provavelmente nos teria livrado de boa parte dos problemas que hoje parecem sem solução.

Fato é que o tempo passou e FHC, que recebeu a alcunha de príncipe por seus modos e elegância, volta a ser, mesmo que seus pecados não sejam esquecidos, uma referência para a política brasileira. Num quadro de virtual indigência, uma voz a ser escutada, uma referência quando recomenda, como fez em recente artigo, que devemos todos dizer, com firmeza, sim ao que queremos e não ao que nos assusta. Não é hora de calar nem de fazer algazarra, diz o ex-presidente. Defendamos a Constituição, prossegue, apoiando quem for capaz de apresentar aos brasileiros um programa de ação realista, que permita juntar ao redor dele os partidos e as pessoas para formar um centro, que seja progressista social e economicamente. Centro que não pode ser anódino, diz FHC, terá lado, o da maioria, o dos pobres; mas não só, também dos que têm visão do Brasil e os que são aptos para produzir.

PUBLICIDADE

E completa: é hora de promover a junção das forças capazes de se contraporem a eventuais estrebuchamentos autoritários, antes que surjam propostas que nos levem a eles. Se cada brasileiro se dispuser a falar e a agir, é de se esperar um futuro melhor porque na política como na vida, ou se acredita que é possível mudar e obter algo melhor, ou se morre por antecipação. Continuemos pois vivendo, propondo mudanças sempre com a expectativa de que elas podem ocorrer e com elas o Brasil ficará melhor, conclui. O ex-presidente teve dois mandatos para fazer o que agora recomenda, mas nem por isso deve deixar de ser ouvido, sobretudo se, numa espécie de penitência, reunisse também força e coragem para apontar os motivos, ou circunstâncias, que o desviaram do caminho mais coerente com seu passado e com suas promessas de candidato, como tantos outros antes e depois dele.

Certo é que agora falamos de ponderação, de equilíbrio, de compromisso sincero com tudo aquilo que possa significar o melhor para o Brasil e para os brasileiros.

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!