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EDITORIAL | Lógica do bom senso

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CRÉDITO: ARQUIVO DC

Em pouco mais de um ano a pandemia provocou uma devastação no planeta numa escala sem precedentes nos tempos modernos, com danos humanos que não se pode recuperar e perdas materiais em escala que demandará, adiante, um esforço de reconstrução talvez comparável ao realizado ao fim da Segunda Grande Guerra.

Nem todos porém estão na coluna dos perdedores, revela levantamento publicado na semana passada na edição norte-americana da revista norte-americana Forbes. Resumindo, os pobres ficaram mais pobres, mas os muito ricos ficaram ainda mais ricos, enquanto 493 novatos passaram a fazer parte da lista dos bilionários, contingente agora de 2.755 pessoas com patrimônio acima de U$ 1 bilhão.

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Um pequeno grupo, porém, dono de fortuna somada em U$ 13,1 trilhões, ou, em reais, 73,3 trilhões ou quase dez vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2020. No País, aliás, o número de bilionários, segundo as contas da Forbes, passou de 45 para 65, que juntos são donos de R$ 1,2 trilhão.

São números que nos fazem lembrar também de estudos realizados pelo Banco Mundial (Bird) e Fundo Monetário Internacional (FMI) em que apontam a extensão da crise em que o planeta está mergulhado, chamando atenção para os esforços e, sobretudo, grandes mudanças que precisarão ser feitas quando for possível começar o processo de reconstrução. Um esforço que, para ser bem-sucedido, terá que ter como um de seus pontos capitais justamente a desconcentração da renda global.

E é com este olhar que o FMI acaba de propor algo como um imposto temporário a ser cobrado de quem ganhou com a pandemia, algo que teria um sentido de solidariedade e, ao mesmo tempo, o poder de ajudar a corrigir distorções que se tornaram ainda mais evidentes. Na realidade, dizem, uma espécie de círculo vicioso em que as desigualdades preexistentes fizeram com que a Covid atingisse mais duramente os mais frágeis economicamente, agravando as desigualdades.

Algo tão grave que teria potencial para provocar uma “rachadura sísmica” no tecido social, com riscos diante dos quais fortunas acumuladas perderiam o sentido até para seus donos. Daí o apelo por políticas redistributivas mais fortes e para que sejam garantidos, pelo menos, acesso universal a serviços públicos básicos de saúde, educação e seguridade social, tudo isso começando pelo acesso às vacinas. Um caminho que aponta a chance de reconstrução e correção de distorções que agridem valores humanísticos mas também pode ser visto com elementar pragmatismo. Afinal, tudo se resume a elevar renda, poder de compra e consumo, criando mercados que para os ricos são exatamente sinônimo de oportunidades.

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