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Opinião

EDITORIAL | Mais que um caso isolado

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Crédito: Ahmed Gaber / Reuters
Crédito: Ahmed Gaber / Reuters

A invasão do Capitólio em Washington, nos Estados Unidos, fato inédito na história daquele país, assombrou o mundo, provocando reações em que não faltaram referências à clara tentativa de golpe. Ou, como bem resumiu o ex-presidente Bill Clinton, um ataque motivado por mais de quatro anos de uma política tóxica que espalhou deliberadamente desinformação, resultou na falta de confiança no sistema e jogou cidadãos americanos uns contra os outros. Nada, afinal, que não pudesse ter sido previsto, seja pelas atitudes e constantes provocações do presidente cujo mandato literalmente já acabou, seja como consequência da reação de parcela de uma sociedade – convém não perder de vista que Trump teve cerca de 70 milhões de votos – que construiu seu sistema político com base na força e na violência, confundindo-as com liberdade individual e, dessa forma, com a própria essência da democracia.

Registros históricos, desde as guerras da independência e da secessão, passando pela invasão e ocupação de parte do território mexicano, além da própria conquista dos territórios do Oeste, fundamentam essa realidade. E tudo isso de certa forma apagado, ou disfarçado, por uma ativíssima e bem- sucedida máquina de propaganda que tenta apresentar o país como berço da democracia moderna e da liberdade, para, nessa condição, legitimar sua virtual tutela do planeta, em que não faz mais que defender seus próprios interesses e ambições. De certa forma, e depois da Segunda Guerra Mundial, quando ganhou influência e poderes proporcionais ao colapso da Europa, essa tem sido a cartilha predominante.

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Trump, que se revelou um desequilibrado e, ficando apenas no ato derradeiro de sua gestão, provocou e estimulou a invasão do Capitólio, onde se cumpriria o ato final do processo sucessório, com o consequente reconhecimento de sua derrota, é também produto desse caldo de cultura em que a mentira é apenas medida de conveniência. Assim aconteceu na invasão do Iraque, sob pretexto de que o país possuiria arsenal químico cuja existência nunca foi comprovada e se repete agora com as alegações de fraude nas eleições, mais uma vez sem nenhuma prova apresentada. Cabe esperar que, com a ameaça tão próxima, a lição afinal tenha sido aprendida.

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