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EDITORIAL | Mudar até certo ponto

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Crédito: REUTERS/Brendan McDermid

Entre os presidentes Trump e Biden não cabem comparações, da mesma forma que seriam imprudentes maiores ilusões com relação ao democrata, que começa a dar sinais de que ele também poderia repetir, e de certa forma repete, os conceitos do America First, que ajudou a consagrar o então candidato e sua eleição, em pouco tempo transformada em frustração para a maioria.

Biden, apesar de seu sorriso e papel de bom moço, é democrata, a suposta escolha dos liberais, mas também é do partido cujos líderes foram os mais belicosos, desde a Coreia, passando pelo Vietnã até chegar ao Iraque, histórias muito mal contadas, exibindo truculência extrema e incapazes de esclarecer em que, exatamente, os Estados Unidos, sustentam, e em nome de quem, a ideia de que são a polícia do mundo.

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Defensores da democracia e da liberdade, dirão em coro e rapidamente, porém esquecendo que dentre outras, foram patrocinadores de ditaduras na Venezuela, no Brasil e no Chile e ainda hoje reclamam, como acaba de fazer Biden, de ataques às liberdades individuais na China, que dizem que não vão tolerar mais, enquanto até com candura dão suporte máximo à medieval ditadura da Arábia Saudita. Suas lentes, seus serviços de informação, positivamente estão desfocados, ou melhor, continuam engajados na tarefa exclusiva de promover o que lhes é conveniente.

Com relação à China, tudo indica que estão chegando um tanto atrasados. Aquele país, ancorado em quatro mil anos de cultura, soube se reinventar, politicamente inclusive, para se transformar numa potência econômica que caminha rapidamente para superar os Estados Unidos, além de erguer um sistema de defesa proporcional.

Quer cumprir o seu destino, trabalha com tenacidade para melhorar as condições de vida da população, no que vem alcançando sucesso reconhecido, e absolutamente não tem motivos para aceitar que os maus costumes e a arrogância alheia ignorem solenemente os princípios da autodeterminação.

Já disseram, mais de uma vez, que tem paciência, são tolerantes e desejam construir parcerias. Nada, absolutamente nada, que guarde semelhança com o que os norte-americanos tentam fazer, por exemplo, com a Huawei, numa corrida em que, tendo chegado atrasados, agora querem mudar as regras.

Ao Brasil, e apesar de seus inconsequentes e desnecessários deslizes, resta  enxergar a realidade, goste ou não do que vê. Para assegurar sua independência e as boas relações com seu maior parceiro comercial, respeitando as diferenças e a autodeterminação, conceito que é a própria negação do America First. Ou cuidando da própria vida, o que já será muito.

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