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EDITORIAL | Mudar para não mudar?

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Crédito: REUTERS/Diego Vara

A pandemia no Brasil, dizem os estudiosos, atingiu seu ápice, somando um total de mortes já bem perto dos trezentos mil, com média diária de casos se mantendo em torno de dois mil, até mais. O sistema hospitalar, no País inteiro, está à beira do colapso, atendendo no limite de sua capacidade.

Dizem médicos e enfermeiros que, em muitas ocasiões, estão diante do dilema de escolher quem vai ser entubado e quem morre. No mundo, à exceção de países africanos, o País vem apresentando os piores números, conforme já advertiu a Organização Mundial de Saúde (OMS) e não está longe de se transformar em risco para países vizinhos, se não para o planeta.

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Tudo isso em apenas exatos doze meses e depois do presidente da República anunciar, em dezembro passado, que a pandemia estava “no finzinho”. Isso depois que quatro pessoas passaram pelo Ministério da Saúde, um deles, o único que não baixou a cabeça diante de imposições que vinham de cima, tendo permanecido no posto menos de um mês.

O agravamento da situação e as evidências dos múltiplos erros cometidos custaram a cabeça, na semana que passou, do general Pazuello, dono de uma carreira elogiada na caserna, mas no ministério apenas um cumpridor de ordens de seu “chefe”. Em seu lugar, agora, o cardiologista Marcelo Queiroga, que tem a seu favor o diploma, mas que chega prometendo “dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado”.

Duraram muito pouco as esperanças de que finalmente o presidente, talvez assombrado pelo fantasma do ex-presidente Lula, tenha se curvado a evidências tão claras. Continuar como, justamente na semana em que o número de mortos, com 2.798 registros, atingiu seu pico num único dia?

Continuar sem ouvir o que dizem gestores de hospitais, médicos e equipes de apoio, exaustos e caminhando na beira do precipício, sem leitos, sem UTIs, com medo de faltar oxigênio e em alguns casos já relatados até sem analgésicos para aliviar seus pacientes? A seu favor apenas a promessa de trabalhar mais próximo de governadores e prefeitos e a defesa do isolamento social, do uso de máscaras e das medidas de higiene que fazem parte de protocolos sanitários que já foram decorados, além de providências

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