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EDITORIAL | Nível crítico de incerteza

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Crédito: REUTERS/Carlo Allegri

Faltando menos de um mês para a eleição, a campanha eleitoral nos Estados Unidos entra na reta final, num clima de imprevisibilidade que certamente afeta e preocupa o mundo inteiro. Pesquisas de opinião dão ligeira vantagem ao candidato democrata Joe Biden, numa situação tecnicamente próxima de um empate entre ele e o republicano Donald Trump, que busca um segundo mandato.

Nessas condições, imagina-se que a temperatura possa subir bastante nos próximos dias, por conta da imprevisibilidade do atual presidente que mais de uma vez colocou em dúvida a integridade do processo eleitoral em seu país, antecipando que pode não aceitar o resultado que vier a ser apontado, no caso de uma derrota, evidentemente.

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Uma atitude sem precedentes, em se tratando do homem que se apresenta como o mais importante de todo o planeta, ironicamente chefe da democracia que se apresenta, ou se vende, como exemplo. Em condições de tamanha instabilidade, preocupa, particularmente, a possibilidade de que Trump, na medida que se sentir mais fraco, buscar ampliar seus ataques e provocações à China, repetindo a velha tática de buscar um inimigo externo para provocar medo e dividir atenções. Se o atual inquilino da Casa Branca parece não conhecer limites, restará tentar saber até onde vai a paciência dos chineses.

Claro que tudo isso afeta os norte-americanos, assombrados também com as reações de seu presidente que, mesmo depois de contaminado pela Covid-19 e do número de mortes no seu país passar de duzentos mil, continua comparando a pandemia a uma gripe, assunto para ele sem maior importância. Em tese, tudo isso reforça a posição de seu concorrente, que aparece à frente também nos estados apontados como independentes e acaba de ganhar o apoio declarado do influente “The New York Times”, que disse nele enxergar “firmeza, experiência, compaixão e decência”. Do outro lado, para completar, são próximas de zero as chances de que se possa disponibilizar uma vacina contra a Covid antes da votação, conforme o presidente chegou a prometer.

Tudo parece apontar um caminho já traçado, com as linhas reforçadas pelo virtual abandono de um pacote de recuperação da economia, cujo anúncio foi adiado para depois das eleições. São circunstâncias e fatos que reforçam, ou facilitam, o trabalho de analistas que, nessa reta final, tentam antecipar o futuro. Resta saber se, confirmado resultado adverso ao atual presidente, os Estados Unidos conhecerão, pela primeira vez na sua história, algum tipo de reação que ultrapasse os umbrais da legalidade, gerando impasse de consequências absolutamente imprevisíveis e que afetarão todo o planeta, seja no campo político, seja no processo de recuperação da economia.

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