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Opinião

EDITORIAL | Nos limites da exaustão

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Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Aumentam as dificuldades, aumenta a pressão, algo bem explícito em documento divulgado no final de semana por um grupo de economistas, em que são apontados os problemas que o País enfrenta presentemente, demonstradas as suas causas e apontada urgência na busca de soluções, num processo que tenha pelo menos coordenação adequada.

Em Brasília, depois que o presidente da República voltou a mencionar, equivocadamente, a possibilidade de recorrer ao estado de sítio, além de mencionar, mais de uma vez, o “meu Exército” e a “minha Polícia Federal”, a reação mais contundente foi a do presidente do Supremo Tribunal Federal, que, estando fora de Brasília naquele dia, disse em telefonema ao presidente que poderia voltar imediatamente, não havendo maneira mais clara de externar sua preocupação diante do que ouviu, uma sucessão de ameaças impertinentes.

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Também não há como ignorar nota do alto comando do Exército, deixando claro, ainda com alguma elegância, que suas preocupações são outras e bem diferentes, ao que tudo faz crer sem a afinidade em que o presidente imagina se sustentar.

E não foi tudo. Também da Câmara dos Deputados e do Senado, ambos comandados por supostos aliados do presidente, partiram pela primeira vez sinais mais fortes de inquietação e desagrado. E não poderia ser diferente, com o número de mortes pela Covid se aproximando rapidamente dos 300 mil e, já se sabe, podendo chegar aos 500 mil em meados do ano, sem que se adote políticas mais rígidas, mais consequentes, bem distante do negacionismo, que aberrantemente apenas o presidente e seus acólitos ainda tentam sustentar, a cada dia que passa com argumentos mais fracos.

Certo é que como está não pode ficar, em primeiro lugar pelo lado humano e, segundo, pelas evidências de que a deterioração da economia não poderá ter fim sem que a pandemia seja controlada.

Felizmente crescem a casa dia as evidências de que setores da sociedade, majoritários sem lugar a dúvida, se dão conta de que as dificuldades atuais têm a ver com a sucessão de erros cometidos e assim cobram articulação e coesão, sem tentar fazer da tragédia que o País enfrenta oportunidade para ganhos políticos, para ambições desenfreadas ou simplesmente preferências.

Existem problemas de magnitude inéditas a serem enfrentados, existem providências e atitudes que não podem mais ser postergadas e, felizmente, está no ar a impressão de que a sociedade brasileira se dá conta da realidade, assim como da necessidade de enfrentá-la a qualquer custo e pelos meios que estão ao seu alcance, sem bravatas, apenas exercendo seu papel cidadão.

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