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Opinião
Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O metrô de Belo Horizonte, assunto antigo e, faz tempo, fora de pauta, volta a ser discutido e, na visão do governo do Estado, com chances reais de que sua Linha 2, que deveria estar em operação desde a Copa do Mundo, seja finalmente construída, podendo ser entregue num prazo de quatro anos. Como alguns ainda devem se lembrar, a última estação da Linha 1, em operação, foi inaugurada em 2002 e desde então nada mais foi feito, o que limita ou quase anula os benefícios do sistema atual, que vai do bairro Eldorado, em Contagem, ao Vilarinho. A Linha 2 ligaria o Barreiro ao bairro Calafate, como primeira etapa de um processo de expansão. Se complementaria com sua extensão até a Pampulha a Linha 3, que deveria estar sendo utilizada desde a Copa do Mundo.

A falta de recursos, a estas alturas já suficientemente óbvia, não é a única explicação para o que se passa, sobretudo se levarmos em conta que outras cidades brasileiras foram mais bem aquinhoadas nesse quesito. Faltou mobilização política, faltou entrosamento com Brasília, faltou mobilização da bancada mineira no Congresso. Agora parece diferente, a julgar pelo tom das conversações entre o governo mineiro, através da Secretaria de Infraestrutura, e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Além de um fator novo, indenização a ser paga pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) no valor de R$ 1,1 bilhão, o suficiente para cobrir a construção da nova linha, cujo projeto está praticamente pronto. Se estes recursos de fato chegarem aos cofres da CBTU “poderemos iniciar as obras no dia seguinte”, assegura seu superintendente regional, Miguel Marques, que parece entusiasmado com a possibilidade.

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O governo mineiro é que parece mais contido, preferindo dizer que existe ainda um bom caminho a ser percorrido e que não pode e não deve “prometer sonhos”, conforme o governador Romeu Zema. De qualquer forma houve algum movimento depois de prolongado silêncio, o que, nas circunstâncias, basta para renovar esperanças com relação à possibilidade de melhorias efetivas na mobilidade em Belo Horizonte, com reflexos positivos também para a região metropolitana depois de décadas de omissão. Cabe, portanto, acreditar e torcer ou, antes, uma posição de vigília absoluta com relação ao destino da indenização a ser paga pela FCA, tarefa em que a bancada mineira na Câmara dos Deputados e no Senado poderá ter papel decisivo.

Em resumo e concluindo, Minas Gerais está diante de mais uma oportunidade de se fazer ouvir, de exigir tratamento à altura de seu peso, caminhando na direção de retomar o protagonismo que lhe é natural.

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