COTAÇÃO DE 24/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3430

VENDA: R$5,3440

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3800

VENDA: R$5,5030

EURO

COMPRA: R$6,2581

VENDA: R$6,2594

OURO NY

U$1.750,87

OURO BM&F (g)

R$301,00 (g)

BOVESPA

-0,69

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião Opinião-destaque
Crédito: Freepik

A atual administração federal chegou ao poder como consequência de um movimento cujo objetivo maior era afastar da cena política o ex-presidente Lula, apontado como imbatível nas eleições de 2018. Não se trata de gostar ou não gostar, apoiar ou deixar de apoiar. É mera constatação, sendo curioso, repetindo 54, no suicídio de Getúlio Vargas, e 64, com a deposição de João Goulart, que os principais articuladores destes movimentos ganharam mas não levaram. No caso mais recente quem verdadeiramente soube captar os sentimentos majoritários, ou mais barulhentos, foi Jair Bolsonaro, prometendo ao mesmo tempo o fim da corrupção e um governo onde não haveria espaço para os velhos expedientes que, aproximadamente, têm a mesma idade da República.

Mesmo tendo frequentado o Congresso Nacional por exatos 26 anos, é possível que o capitão tenha imaginado ser possível fazer diferente, principalmente com os descontentes mais conservadores perfilados a seu lado. Não precisou de muito tempo para perceber a impossibilidade de alterar um equilíbrio sempre frágil, porque construído sobre interesses e não em nome de convicções. Eis que, como se ainda fosse preciso comprovar a tese, o presidente da República acaba de escolher como líder no governo na Câmara o deputado Ricardo Barros, de quem se diz ser um bom articulador, além de bom conhecedor dos labirintos por onde trafega. Deve ser verdade ou, pelo menos, tem muita história para contar, com boa dose de curiosidade. Seu avô, brasileiro, fez fortuna na Ilha de Santa Helena, possessão britânica e último exílio de Napoleão, e de lá regressou para se estabelecer no Paraná, tratando de seus negócios e ao mesmo tempo da política. Seu neto vem dessa escola e, para ele, o cargo que volta a ocupar não representa nenhuma novidade. Afinal, ele ocupou a mesma posição nos governos de Fernando Henrique Cardoso, tendo sido também vice-líder de Lula e de Dilma Rousseff.

PUBLICIDADE

Deve ter aprendido muito, é tido como discreto e daqueles que cultivam a liturgia do cargo, bem diferente dos que, diante de algumas das extravagâncias do chefe, se limitavam a dizer que ele “é assim mesmo”. Tomara que dê certo, que possa afinal existir uma articulação mais adequada no campo político, de fundamental importância entre Executivo e Legislativo. E algo que se projete, com a devida racionalidade, no campo administrativo, melhorando as condições para que sejam afinal enfrentados os graves problemas que sufocam o País.

A atual administração federal chegou ao poder como consequência de um movimento cujo objetivo maior era afastar da cena política o ex-presidente Lula, apontado como imbatível nas eleições de 2018. Não se trata de gostar ou não gostar, apoiar ou deixar de apoiar. É mera constatação, sendo curioso, repetindo 54, no suicídio de Getúlio Vargas, e 64, com a deposição de João Goulart, que os principais articuladores destes movimentos ganharam mas não levaram. No caso mais recente quem verdadeiramente soube captar os sentimentos majoritários, ou mais barulhentos, foi Jair Bolsonaro, prometendo ao mesmo tempo o fim da corrupção e um governo onde não haveria espaço para os velhos expedientes que, aproximadamente, têm a mesma idade da República.

Mesmo tendo frequentado o Congresso Nacional por exatos 26 anos, é possível que o capitão tenha imaginado ser possível fazer diferente, principalmente com os descontentes mais conservadores perfilados a seu lado. Não precisou de muito tempo para perceber a impossibilidade de alterar um equilíbrio sempre frágil, porque construído sobre interesses e não em nome de convicções. Eis que, como se ainda fosse preciso comprovar a tese, o presidente da República acaba de escolher como líder no governo na Câmara o deputado Ricardo Barros, de quem se diz ser um bom articulador, além de bom conhecedor dos labirintos por onde trafega.

Deve ser verdade ou, pelo menos, tem muita história para contar, com boa dose de curiosidade. Seu avô, brasileiro, fez fortuna na Ilha de Santa Helena, possessão britânica e último exílio de Napoleão, e de lá regressou para se estabelecer no Paraná, tratando de seus negócios e ao mesmo tempo da política. Seu neto vem dessa escola e, para ele, o cargo que volta a ocupar não representa nenhuma novidade. Afinal, ele ocupou a mesma posição nos governos de Fernando Henrique Cardoso, tendo sido também vice-líder de Lula e de Dilma Rousseff.

Deve ter aprendido muito, é tido como discreto e daqueles que cultivam a liturgia do cargo, bem diferente dos que, diante de algumas das extravagâncias do chefe, se limitavam a dizer que ele “é assim mesmo”. Tomara que dê certo, que possa afinal existir uma articulação mais adequada no campo político, de fundamental importância entre Executivo e Legislativo. E algo que se projete, com a devida racionalidade, no campo administrativo, melhorando as condições para que sejam afinal enfrentados os graves problemas que sufocam o País.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!