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Crédito: REUTERS/Roosevelt Cassio

O Ministério da Defesa confirmou que exatos 73.242 militares das três forças, entre ativos, reservistas, pensionistas, dependentes e anistiados receberam indevidamente a primeira parcela do auxílio emergencial, no valor de R$ 600,00, criado pela administração federal para atender trabalhadores informais e autônomos de baixa renda, atingidos pela virtual paralisação da economia.

Segundo as primeiras informações, estas pessoas passaram pelo processo de seleção da Caixa Econômica Federal e, por suposto tendo preenchido os requisitos estabelecidos, foram aprovados. As Forças Armadas já abriram inquérito visando identificar possível participação em irregularidades e a Caixa informou que os benefícios em questão já foram bloqueados. Espera-se que os valores pagos indevidamente sejam devolvidos.

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Por horas, especula-se sobre o que pode ter acontecido, mas, em qualquer hipótese, “engano” dessas proporções, somando R$ 43.945.200,00, causa espanto, abrindo espaço para especulações que podem ser ainda mais graves, sobretudo devido às circunstâncias em que o benefício foi criado. Claro que é preciso apurar com agilidade e extremo rigor, sem espaço para novas distrações.

Nosso País, já foi dito e repetido infinitas vezes, atravessa uma crise muito possivelmente sem precedentes e sabe inclusive que o pior ainda está para vir. Uma situação que exige ações muito bem focadas, como o auxílio em questão, além de muita disciplina e coesão. Uma situação de guerra como já foi dita, em que o que menos se pode esperar é que existam espaços, ou brechas, para desvios e corrupção.

Majorações especulativas, como já aconteceram, desvios de mercadorias mais sensíveis, como máscaras e outros equipamentos de proteção e até medicamentos, são nas circunstâncias crimes hediondos ou, pior, de guerra, hipótese em que a punição pode chegar ao limite extremo. Quem explicaria as variações de preços de respiradores, o equipamento mais crítico no ambiente hospitalar nesse momento?

Nada disso pode passar em branco, sobretudo porque estamos lidando também com situações de extrema emergência, em que os sistemas protocolares de acompanhamento e controle de despesas são deixados de lado em nome da urgência.

Da mesma forma que os recursos alocados são multiplicados exponencialmente, mesmo que para isso o orçamento público tenha que ser fortemente impactado.

Tudo isso reclama atenção e cuidados, não se admitindo que, quando a maioria se mobiliza para o bem, alguns poucos tomem a direção contrária e deles não será exagerado afirmar que são traidores.

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