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Opinião
Crédito: Freepik

São suspeitos, muito mais que suspeitos, os movimentos destinados a dar ponto final à dita Operação Lava Jato, já apontada como salvadora da pátria e seu principal mentor, hoje trabalhando para uma das empresas que ajudou a condenar, como duvidoso herói nacional.

Não foram poucos os que se entusiasmaram, acreditando ou fingindo acreditar que teria chegado a hora de varrer a corrupção, gente hoje estranhamente calada diante de movimentação que chega ao cúmulo de embarcar num mesmo barco o ex-presidente Lula e o atual, Bolsonaro.

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Sobre a Lava Jato, que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), diz estar sendo alvo de uma explícita “operação abafa”, hoje parece suficientemente claro, como afirmamos neste espaço inúmeras vezes que ela era recheada muito mais por ambições que por virtudes.

Resumindo, tirar o ex-presidente Lula do caminho e criar um atalho para a rampa do Planalto era o verdadeiro objetivo e para isso os tais procuradores de Curitiba, também falsos heróis, usaram e abusaram de suas prerrogativas, o que coloca em risco todos os procedimentos.

Inclusive aqueles que, de fato, forçoso reconhecer, produziram resultados, ainda que num processo claramente seletivo, com a aparência de que alguns eram mais culpados e outros, simplesmente, amigos do rei.

Quem percorre os labirintos do poder em Brasília e nos governos estaduais e prefeituras, sabe que correção não é a regra, é a exceção, também sabe muito bem que o proclamado fim da corrupção no Brasil é mais uma das balelas que somos obrigados a escutar.

E é justamente nesse ponto que entra a “operação abafa”, apontada pelo ministro Barroso, uma aliança em que cabe um pouco de tudo do que há de pior na política brasileira para impedir que a moralidade seja afinal restaurada.

E proteger gente conhecida, figurões que já chegaram à terceira geração de corruptos e neófitos encantados com as facilidades que de repente lhes caíram às mãos, todos absolutamente empenhados em dar fim ao atrevimento dos que parecem não saber com quem estão falando. Resumindo, se a Lava Jato começou como a Operação Mãos Limpas na Itália, trabalha-se agora, empenhadamente, para que acabe da mesma forma.

O ministro Barroso é mais otimista. Para ele, as duas situações guardam diferenças, e favoráveis ao Brasil, onde existe uma sociedade mais consciente e mobilizada, imprensa livre e, pelo menos no seu entendimento, Judiciário independente. Cabe esperar o que Lula e Bolsonaro são capazes de fazer juntos.

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