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Crédito: Leo Lara/Studio Cerri
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Depois de 48 dias de paralisação, a fábrica da Fiat-Chrysler Automotiva (FCA) em Betim retomou parcialmente suas atividades na última segunda- feira, operando por enquanto a 35% de sua capacidade.

As expectativas são de que o volume será incrementado aos poucos, ajustado à capacidade dos fornecedores e à demanda, uma vez que por enquanto as reações dos consumidores são vistas com cautela. E não poderia ser diferente.

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O mês de abril foi o pior para o setor desde que a primeira fábrica de autoveículos iniciou produção no País, em 1956. A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foi de 1.847 unidades, número correspondente a uma queda de 99,4% na comparação com igual período do ano passado.

Nada que, mesmo de longe, se compare a outros momentos de dificuldades enfrentados pelo setor de material de transporte nestes 64 nos de atividades no País. Em nenhum outro momento também as incertezas com relação ao futuro estiveram próximas do que ocorre presentemente, com produção e consumo congelados.

Retomar a produção, como já planejam outras montadoras, é o primeiro passo e cauteloso, com as empresas, como a FCA, reprogramando investimentos e utilizando suas reservas para cobrir os prejuízos agora acumulados, sendo necessário lembrar que no mês de abril as vendas caíram 76%, também um outro amargo recorde para o setor, o de maior peso na composição da produção industrial no País.

Somados todos estes números, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que será necessariamente grande o esforço para “achatar a curva da recessão” e lembra que não apenas as montadoras de veículos, mas todas as indústrias foram severamente impactadas. Trata-se de observar o que outros países estão fazendo, com estímulos fiscais, tributários e de crédito para promover a retomada geral e proteger empregos.

E tudo isso considerando ser igualmente importante, essencial na verdade, devolver confiança ao consumidor, num cenário que, no momento, é de perda de renda e medo de desemprego, com as previsões de recessão para o corrente ano variando 4% até 9%.

Para a Anfavea, consideradas as perdas pretéritas e futuras, apenas as necessidades de capital de giro ficarão entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões, valores a serem cobertos com créditos, tendo como garantia parcial os créditos tributários que têm a receber da União, estados e municípios, num total de aproximadamente R$ 25 bilhões.

De qualquer forma será sempre melhor olhar pelo lado da solução, da retomada no caso, que a perspectiva sombria de que não reste para algumas dessas empresas outro caminho que não o de abandonar o País.

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