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EDITORIAL | Procurando um roteiro

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

A semana começou com fortes incertezas com relação à permanência do ministro Paulo Guedes em sua atual posição e termina com os mercados mais tranquilos, entendendo que por horas não haverá mudança no Ministério da Economia. Mais importante, na perspectiva dessas avaliações, não existiriam ameaças à política liberal que Guedes simboliza.

Trocando em miúdos, a corrente, dentro do governo, que defende aumento de gastos, mesmo para além do teto, como fórmula de retomada da economia, terá que se contentar com o aperto. As coisas parecem simples, como se tudo estivesse resumido a uma ou outra escolha, mas evidentemente não é bem assim.

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O verdadeiro problema, entendemos, é que continua faltando um projeto ou, pelo menos, que sejam resgatadas algumas promessas de campanha, dentro da ideia de que é necessário e possível fazer diferente. Hoje, muito mais que há dois anos, esta é a compreensão essencial. Fazer muito com pouco, fazer melhor com o disponível, simplificando, desburocratizando e dando alguma lógica à gestão pública, num Estado menos oneroso e mais eficiente. Para quem se lembra, e aqui apontadas muito resumidamente, eram algumas das promessas da nova política, que chamou atenção e chegou ao triunfo também prometendo banir a corrupção e tudo o mais que simbolizava a velha política.

Era pelo menos um roteiro, possibilidade concreta de alguns avanços há tanto reclamados e, finalmente, supunha-se, na direção certa. Infelizmente o novo não encontrou seu espaço ou preferiu mudar de direção, deixando a impressão de transformar em objetivo único a reeleição, mesmo que à custa de arranjos que claramente repetem o passado.

Nessas condições, a gestão pública fica reduzida à possibilidade de agradar não pelo bem feito mas sim pelo imediatismo em nada diferente do que se passa desde a redemocratização. Não mais que arranjos de explícita conveniência, conduzidos pelos mesmos atores, não custa perceber.

O roteiro é o mesmo, os personagens se equivalem, mas o cenário mudou radicalmente, diferente, muito diferente de tudo que vimos desde 1983, quando José Sarney tomou posse no lugar de Tancredo Neves, herdando sonhos e promessas que não se materializaram. Hoje, enquanto os mandatários raciocinam apenas em torno de suas estratégias político-eleitorais, permanecem de lado desafios muitíssimo maiores, bem representados pela pandemia e seus mais de cem mil mortos e os desafios de deter o colapso econômico para dar início à ansiada recuperação. Nas circunstâncias, algo que parece distante.

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