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Opinião
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Vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech 18/1/2021 REUTERS/Gonzalo Fuentes

A Comunidade Econômica Europeia decidiu, semana passada, vetar qualquer exportação de vacinas contra a Covid enquanto a população dos países-membro não estejam adequadamente atendidos. Donald Trump, quando ainda presidente dos Estados Unidos, tentou fazer o mesmo, só que por outros meios, ameaçando ordenar a compra, pelo governo, de toda a produção local e outros países, em circunstâncias diversas, deram sinais de que o atendimento à demanda externa poderia estar de alguma forma também condicionada à garantia de plena cobertura interna em primeiro lugar.

Momentos como o atual, de virtual crise pandêmica, desnudam a realidade, demonstrando que a prometida e decantada “colaboração” entre os povos, discurso muito afinado justamente a partir dos mais ricos, tem limites e interesses muito claros. No caso específico, diante das proporções da ameaça representada pela pandemia, a rigor ainda desconhecida, não deixa de ser compreensível a atitude, que bem pode ser associada ao instinto primal da sobrevivência. É fundamental observar e compreender o que se passa, principalmente por parte daqueles que estão na órbita dos dependentes, que carecem, como o Brasil, de insumos importados. Em discussão, nesse momento, o caso das vacinas e deveríamos, brasileiros, nos perguntar por que não somos capazes de fabricá-las, com plena autonomia.

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E com um olhar mais amplo, tentando enxergar e compreender exatamente por que é tão forte e tão continuado o discurso insinuando ou afirmando que não é racional, não obedece às leis do “mercado”, termos a pretensão de fabricar, por exemplo, plataformas de extração de petróleo ou foguetes capazes de colocar satélites em órbita quanto podemos comprá-los, a preços melhores, de fornecedores externos. Uma conversa muito conveniente para quem vende, domina tecnologia e mercado, mas não para nós ou qualquer outro país, assim condenados à dependência e à estagnação. Ou a morte, se faltarem vacinas.

Esta, com toda certeza, é mais uma lição a ser aprendida, levando também ao entendimento de que tudo começa, ou deveria começar, com a educação, com a pesquisa, com a inovação, tudo isso significando que a verdadeira independência está no conhecimento e na capacidade de utilizá-lo de forma autônoma. Ao mesmo tempo deveríamos estar aprendendo que  boa vontade e colaboração, no âmbito das relações internacionais, são quase sempre relativas e moldadas pela conveniência, levando a trocas muito dificilmente serão equilibradas. 

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