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Opinião

EDITORIAL | Sem tempo para esperar

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Crédito: Amanda Perobelli/REUTERS

O desemprego ainda em níveis alarmantes, população empobrecida, milhões já no limite do desespero e da fome irremediável. Um extremo doloroso, bem diferente do que se imaginava há um ano, no segundo mês da pandemia, então sem nenhum sinal de que o número de mortos poderia atingir a marca dos quatro mil ao dia.

Calamidade no Brasil como resultado da soma de imprevidência com irresponsabilidade, alimentados pela ilusão que no segundo semestre do ano a situação estaria revertida, derrotado o coronavírus. Em um ano, mais de trezentas mil vidas perdidas e previsões de que em pouco tempo as fatalidades poderão chegar a meio milhão.

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O Brasil, ainda que muito tardiamente, se não acordou pelo menos parece ter saído do torpor em que se encontrava. A dramática necessidade de acelerar o processo de vacinação, já claramente entendida como a única saída imediata, provoca movimentos reativos, chamando atenção a ligação do presidente da República para seu colega russo Wladimir Putin, num quase pedido de socorro sem maiores rodeios.

Movimenta-se também em outras direções, Washington inclusive, na espera de alguma assistência que se não for benemérita seria pelo menos pragmática. Afinal, o descontrole da pandemia no Brasil é clara ameaça, primeiro aos países vizinhos, depois ao mundo.

Conforme já comentado nesse espaço, sempre traduzindo preocupação crescente, sinais mais positivos surgiram também no mundo político, traduzindo impaciência com a imobilidade e sinais de advertência muito claros, o mesmo acontecendo com lideranças empresariais e, mais amplamente, da sociedade, alertando, reclamando, cobrando pronta correção de rumos, em claro repúdio à ideia despropositada de que, afinal, todos vamos morrer um dia.

Já não se tem como ignorar o problema e seu tamanho, suas consequências. Negacionismo, mais que nunca, é coisa de malucos, entre os quais podem se encontrar aqueles que acreditam, perversamente, que o desastre pode ser também uma oportunidade. Para o mal, é evidente, sendo sintomáticas as advertências de que a situação pode escapar ao controle, com saques e distúrbios logo transformados em pretexto para intervenções, também ilusórias, mas que uns poucos cobram sem qualquer espécie de pudor.

De tudo isso, a única conclusão objetiva e concreta recomenda, exige na realidade, ação convergente e imediata, a única soma capaz de produzir energia e força. Em resumo, não dá mais para perder tempo ou para fazer de conta que o problema e as soluções estão exclusivamente na esfera pública. Por elementar, todos estamos no mesmo barco, todos corremos o risco de afundar.

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