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Opinião

EDITORIAL | Sem ter o que dizer

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Crédito: Freepik

Explicitando a extensão das diferenças com relação a seu antecessor, o presidente Joe Biden, dos Estados Unidos, comandou, ontem e hoje, a Cúpula de Líderes sobre o Clima, demonstrando disposição também para reassumir a liderança global sobre o tema.

O encontro virtual, com polêmica representação brasileira, representa também a estreia do novo presidente em eventos dessa envergadura, sendo por horas necessário aguardar para saber que frutos, exatamente, poderão ser colhidos adiante, num clima que não parece ser de otimismo.

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O discurso é atraente e chama atenção quando as ditas tecnologias limpas são apresentadas como uma espécie de passaporte para o futuro, quando não condição de sobrevivência para o planeta. A questão, e tem sido assim faz tempo, é chegar a iniciativas práticas, verdadeiramente consolidadas, o que significa também atingir interesses que estão alojados justamente nos países mais ricos e de economia avançada.

Houvesse sinceridade e muito provavelmente cada um deles poderia encerrar a reunião recomendando que façam o que pedem mas não façam o que fazem. Em resumo, nada que pareça possível quando confrontados interesses e diferenças entre países como Estados Unidos e China, Índia e até mesmo o Brasil.

No que toca ao Brasil, aliás, convém lembrar que comparece com bagagem em que o mais palpável é o descrédito, por conta da sucessão de erros cometidos nos últimos dois anos, dos quais resultaram na aceleração do processo de destruição da floresta amazônica, seguida do desmonte de políticas ambientais íntegras.

Nessas condições, as perspectivas de ajuda externa para consolidação de programas conservacionistas permanecem distantes, enquanto a demanda brasileira de um “auxílio”, que chegaria aos dez bilhões de dólares, soa como algo a não ser considerado. Não pelo menos enquanto permaneçam as condições atuais e compromissos como os levados à reunião, incapazes de resistirem a uma análise séria, sejam postos na mesa de discussões.

Em resumo, foram tantas as trapalhadas, bem simbolizadas na teimosa permanência do titular da pasta do Meio Ambiente no seu posto, situação que faz dele o principal interlocutor brasileiro na Cúpula, que, a rigor, e na perspectiva dos nossos interesses, qualquer avanço relevante na reunião que será concluída hoje. Pior para o Brasil, que acaba perdendo também a oportunidade de colocar a questão ambiental em termos mais precisos e verdadeiros, nesse caso para denunciar as ambições que os países industrializados mal conseguem disfarçar.

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