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EDITORIAL | Só nos falta é pensar grande

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Crédito: Divulgação

Para resumir e chegar logo ao ponto, muita conversa e pouca ação. A conclusão é fruto de reflexões sobre a economia de Belo Horizonte, seu declínio e a melhor forma de reverter esta situação. Como é sabido, o território reservado à nova capital, imaginado para abrigar uma população que deveria ocupar pouco mais que a área contida pela avenida do Contorno, nem remotamente suportou o crescimento verificado nestes pouco mais de cem anos. Somando-se a pequena área e a ocupação desordenada, o resultado é aquele que conhecemos. Belo Horizonte, hoje, é uma cidade-dormitório, considerando que as indústrias e os empregos estão, em maioria, fora de seus limites territoriais.

Na capital propriamente já não existe qualquer espaço para uma planta industrial de grande porte, cabendo também lembrar que a última delas, por sinal já desativada, foi a Terex, subsidiária da General Motors e produtora de máquinas pesadas. Resumindo, forçosamente os caminhos para a retomada terão que ser outros, fundado no setor de serviços, em que existe capacitação e demanda, além de outras vantagens competitivas muito relevantes. Uma delas a localização geográfica, virtualmente equidistante dos grandes centros, central em relação ao País.

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Traduzindo, isso quer dizer que são excelentes as condições para o desenvolvimento do turismo de negócios, para eventos corporativos, grandes feiras e convenções. Seriam, em tese. A rede hoteleira, sobretudo depois da frustrada Copa do Mundo, dispõe de oferta adequada e variada e muito além da demanda. Suporte, como entretenimento, gastronomia e cultura igualmente estão subutilizados, tudo isso sem considerar as cidades históricas do entorno ou, até simbolicamente, o Museu do Inhotim, que no exterior muitos consideram a grande atração brasileira na atualidade. Algo que alguém, com felicidade ou não, chamou de “Disneylândia das artes”.

Dar sentido a tudo isso, em havendo vontade, planejamento e ações bem coordenadas, não é tarefa impossível, nem mesmo difícil. Lembrando o que foi dito no início desse comentário, trata-se de fazer o contrário: mais ação e menos conversa. Tudo isso para dar mais visibilidade e acesso ao que Belo Horizonte oferece de melhor, com possibilidade inclusive de múltiplos desdobramentos em atividades laterais, quem sabe, e com algum grau de atrevimento, para fazer da cidade um centro dinâmico de negócios, cultura, turismo e inovação.

Para concluir, algo possível, que está ao nosso alcance, mas precisa estar também ao alcance da nossa vontade e da nossa confiança.

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