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Crédito: Freepik

Tomando como base os números relativos aos Estados Unidos e projetando-os globalmente, professores da Universidade de Harvard chegaram à conclusão de que a pandemia, que chegou a ser apontada como uma gripezinha sem maiores consequências, já custou ao planeta U$ 65 trilhões.

Para chegar a este valor, somaram todos os gastos com os doentes, a pesquisa e o desenvolvimento, com subsídios, de vacinas, além dos danos causados à economia. Somente nos Estados Unidos a conta teria chegado aos U$ 16 trilhões, valor que corresponde a toda a riqueza produzida naquele país em 9 dos 12 meses do ano. Tudo isso e mais as mortes, até agora, de 270 mil pessoas.

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À frente, lembram, a perspectiva animadora representada pela possibilidade, aparentemente já mais próxima, de vacinação em massa e, portanto, contenção do vírus, porém com a permanência de um fator desconhecido, uma segunda onda de infecções e mortes, que neste início de inverno já representa 160 mil novos casos por dia e 1,5 mil fatalidades.

Tentar conhecer a exata participação do Brasil no contexto do estudo de Harvard é mais complexo. O que já se pode afirmar é que a produção interna (PIB) cairá cerca de 5%, revertendo a pálida recuperação do período imediatamente anterior, e que a dívida bruta chegará a pelo menos 93%do PIB, enquanto o déficit será oito vezes maior do que era previsto no início do ano. Tudo somado, os estudos concluem que a atual pandemia é a maior ameaça à prosperidade e ao bem-estar desde a depressão dos anos 30.

De tudo isso resta a conclusão, já antecipada pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de que o planeta vai aos poucos mergulhando numa crise de proporções inéditas. Enfrentá-la demanda coordenação, cooperação, planejamento e agilidade, além do entendimento  de que não haverá recuperação sem o entendimento de que a própria ordem econômica, cujas falhas foram de certa forma desnudadas pela pandemia, terá que ser repensada e reconstruída rapidamente.

A crise é assim transformada em oportunidade, com mais igualdade, menos concentração de riquezas, exploração mais racional e equilibrada dos recursos naturais e compartilhamento do conhecimento para o bem comum. E num ambiente em que exista mais espaço para o investimento produtivo e geração de empregos, com um olhar seletivo, inteligente e contido para a especulação financeira.




Tudo isso para reconhecer, com a lógica e com a simplicidade óbvias, que ninguém estará a salvo até que todos estejam salvos.

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