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CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE

A medida em que avança a campanha eleitoral em Belo Horizonte e nas cidades do entorno, percebe-se que um assunto de fundamental, muito provavelmente o mais importante de todos, tem pouca, quase nenhuma, importância nos debates e nos planos dos candidatos postulantes a cargos, no Executivo ou Legislativo dos 34 municípios que formam a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Estamos falando da integração dessas cidades, que ocupam área de quase 10 milhões de quilômetros quadrados e, sem exagero algum, são hoje, por conta do fenômeno da conurbação, na prática um único espaço urbano, em que as divisões geográficas há muito deixaram de fazer sentido. Quem conhece bem estes 34 municípios não se arriscaria a dizer  o contrário, algo de fácil comprovação quando se observa as divisas entre Belo Horizonte, Nova Lima, Contagem e Betim,  apontando-se aqui apenas os exemplos mais evidentes, ou próximos.

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Belo Horizonte, capital do Estado, ocupa uma área de 331 km2, com população de pouco mais de 2,5 milhões de habitantes e renda per capita de R$ 35 mil, enquanto a região metropolitana ocupa área de 3,4 milhões de km2 e abriga 5,9 milhões de habitantes, com renda per capita de R$ 25mil. Como foi dito pouco acima, uma divisão que na prática não existe mais, sendo portanto utópico imaginar que estas cidades possam ser administradas isoladamente, sem a integração que, embora em alguns momentos muito discutida, pouco ou nada evoluiu na perspectiva de decisões práticas e mais inteligentes.

Eis a medida da importância da discussão, cuja ausência estamos comentando agora, numa situação que no máximo serve, mal, à vaidade de alguns alcaides. Ao contrário, a integração que se deveria propor teria como objetivo maior dar racionalidade à ocupação desse espaço urbano, melhorando a vida de sua população e criando condições objetivas para seu desenvolvimento econômico. Estamos falando de educação, saúde, mobilidade e segurança pública, investimentos que a integração facilitaria, e de políticas de atração de investimentos que partiriam de planejamento e esforços comuns, no entendimento claro de que estaríamos todos falando de uma mesma coisa.

Não há como pensar diferente ou tentar não enxergar o óbvio. Ao mesmo tempo, não faz o menor sentido esquecer os marcos que foram estabelecidos em 1973, há 47 anos, portanto, quando foi criada a Região Metropolitana de BH, em última análise repetindo, ou dando consequência, ao que se procurou resumir nesse comentário. Ou mudamos ou estaremos todos perdendo.

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