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Fraternidade ecumênica

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Crédito: Freepik

“Não podemos esmorecer.” (Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB)

Integristas religiosos, com suas costumeiras interpretações rançosas dos textos sagrados e da aventura humana, andam deitando falação distorcida, com ênfase nas redes sociais, sobre a Campanha da Fraternidade de 2021. A configuração alvissareiramente ecumênica desse importante movimento, patrocinado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), parece desagradar sobremaneira as falanges fundamentalistas. Estas, como é notório, acham-se, volta e meia empenhadas em disseminar manifestações de intolerância e preconceito que alvejam em cheio, em diferentes áreas de atuação,  valores humanísticos e espirituais, deturpando o sentido das coisas.

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“Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” é o tema da Campanha, que adotou ainda como lema “Cristo é a nossa paz; do que era dividido, fez uma unidade.” No documento que explicita os objetivos da Campanha da Fraternidade Ecumênica, as lideranças cristãs de variadas origens focalizam, entre outros, com aconselhamento e orientação crítica respeitosa, os riscos advindos do negacionismo da ciência, do desrespeito frontal às recomendações alusivas ao isolamento social, da clamorosa “cultura da violência” contra negros, mulheres, indígenas e a chamada comunidade LGBTs.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte e presidente da CNBB, dirigiu mensagem à sociedade brasileira, onde assinala, entre outras, as considerações que se seguem: “No exercício de nossa missão evangelizadora deparamo-nos com inúmeros desafios, diante dos quais não podemos esmorecer, mas, ao contrário buscar forças para responder com tranquilidade e esperança. Nosso País vive um tempo entristecedor, com tantas mortes causadas pela Covid-19, um processo de vacinação que gostaríamos fosse mais rápido e uma população que se cansou de seguir as medidas de proteção sanitária. Nosso coração de pastores sofre diante de tantas sequelas que surgem a partir da pandemia, em especial o empobrecimento e a fome.”

Mais adiante afirmou: “Nos últimos dias reações têm surgido quanto ao texto (documento de lançamento da Campanha da Fraternidade). Apresentam argumentos que esquecem da origem do texto (ecumênica) desejando, por exemplo, uma linguagem predominantemente católica.” Noutra parte da mensagem é sublinhado que “a doutrina católica sobre as questões de gênero “afirma que ‘gênero é dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível  com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável, sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural predisposta pelo corpo (Pontifício Conselho para a Família).”  

O cardeal Odilo Pedro Scherer, titular da Arquidiocese de São Paulo, em pronunciamento público, diz acreditar que a polêmica nas redes sociais em relação ao texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021, “precisa baixar um pouco a fervura”. Segundo o cardeal, a mobilização de opiniões desfavoráveis processada na comunicação digital, “está movida por um monte de preconceitos, é antiecumênica, está movida por paixões antiecumênicas; por outro lado, movida por acusações infundadas contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”. Dom Odilo acrescenta: as condenações na rede social acusam de “ideologia de um lado, mas cometem o mesmo erro, de posição ideológica oposta, dura, fechada. Tudo o que não precisa numa Campanha da Fraternidade Ecumênica, quando o objetivo é realmente aproximar as igrejas, é promover uma iniciativa boa, juntos, nos aproximar mais.”  Proclamando que “Cristo é a nossa paz”,   Dom Scherer chama a atenção de todos que se interessem pela temática abordada, para que não percam o foco do diálogo e da unidade, por serem ambos a verdadeira proposta da tradicional campanha.

*Jornalista (canotnius1@yahoo.com.br)

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