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O varejo pede socorro

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Crédito: MARCELO CAMARGOS - AGÊNCIA BRASIL

Há mais de um ano, o setor de comércio e serviços, responsável por 73% do PIB nacional e o maior gerador de empregos do País, vem sofrendo perdas econômicas devastadoras em função da pandemia de Covid-19. As medidas de restrição impostas pelos estados e municípios têm atingido em cheio os caixas de milhares de empresas.

Dados levantados pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG) mostram que, somente durante o período da onda roxa implementada pelo governo do Estado, o setor acumulou um prejuízo de R$ 14 bilhões, com mais de 200 mil empresas sem poder funcionar e quase um milhão e meio de postos de trabalho fechados temporariamente.

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Os números são mesmo de assustar. Não é à toa que em recente pesquisa divulgada pelo Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas, 57% dos empresários brasileiros se dizem aflitos com o futuro de seus negócios.  

O fato é que o setor varejista está pagando uma conta altíssima, sem ser realmente o vilão da história. Vale uma simples reflexão: será que o comércio, ao seguir todos os protocolos de segurança exigidos desde o início, pode ser o grande disseminador do coronavirus? Ou seriam as festas clandestinas, os ônibus lotados, o atraso no início da vacinação e a demora na implementação de medidas de enfrentamento por parte do governo federal, os grandes responsáveis pelo colapso sanitário do País?

Polêmicas e opiniões à parte, a FCDL-MG, porta voz de 206 CDLs no Estado e de mais de 65 mil associados, juntamente com outras entidades representativas do setor, arregaçou as mangas e foi em busca de diálogo com o poder público. Não suportaremos novos fechamentos, já tingimos nosso limite, precisamos retomar nosso crescimento com urgência. Por isso, temos solicitado incansavelmente equilíbrio nas decisões, pois sabemos que, através de medidas responsáveis, é possível cuidar tanto da saúde quanto da economia.

Entre nossos inúmeros pleitos, alguns vêm sendo atendidos. Em âmbito federal, as aprovações mais recentes foram a reedição do Programa Emergencial do Emprego e Renda (BEm), do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e da MP 936, que trata sobre a suspensão dos contratos de trabalho. Na esfera estadual, tivemos a prorrogação do prazo para emissão da Nota Fiscal de Consumidor eletrônica (NFC-e) para empresas de menor faturamento, e a aprovação do Recomeça Minas, que promete incentivos fiscais e desoneração dos setores mais atingidos pela pandemia.

São conquistas importantes, ainda que muitas de forma tardia, mas essenciais para a sobrevivência das empresas e a manutenção de milhares de empregos. A situação ainda é alarmante, tanto da saúde quanto da economia, mas não iremos cruzar os braços, seguiremos nos posicionando, insistindo e lutando para que haja um equilíbrio, uma luz no fim do túnel.

*Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG) | fcdlmg@fcdlmg.org.br
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