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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Agnelo Sad Junior*

Verdade é que a obrigatoriedade do voto, hoje, não passa de uma lenda. O sistema não te obriga a votar, mas sim a dar uma satisfação para o cadastro geral.

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Se você não vota, justifica. Aliás, não justifica nada. Vai a um ponto credenciado no dia da eleição e pronto; ou se não for, basta pagar depois uma multa num valor irrisório e tudo bem!

Tudo bem como? Tudo bem, ora bolas! Você poderá então manter seu CPF em dia, tirar passaporte, abrir conta bancária, tomar posse em cargo público, enfim, não votou e seus direitos continuam lá.

Mas eleição é fila, aglomeração de pessoas, é a festa da democracia. Mas você tem certeza que vale a pena sair do aconchego do seu isolamento social para votar?

Há seis meses, o telejornal mais visto no País te aconselha,  te adverte, caro leitor: não saia de casa. Se puder, não interaja com absolutamente ninguém.

Os números da pandemia do novo coronavírus estão caindo lentamente, mas a pandemia não acabou. Na Europa encaminha-se a segunda onda de contágio.

Mas e a democracia? Ela precisa de você, de cada um de nós. Você sai de casa para ir ao mercado comprar comida? Sai para comprar medicamentos na farmácia? Então, deve sim, sair de casa para votar! Mas, com cuidado, cautela redobrada, você deve exercer sua cidadania na plenitude, escolher seu representante.

Você deve, sim, fazer jus à incansável luta dos democratas que construíram nosso estado de direito, reinstalado em 1988. “Quando após tantos anos de lutas e sacrifícios promulgamos o Estatuto do Homem da Liberdade e da Democracia bradamos por imposição de sua honra. Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”,  bradou Ulisses Guimarães há quase exatos vinte e dois anos.

A democracia é alimento,  é remédio.  Alimento e remédio  da liberdade. Alimento contra as ditaduras, muitas vezes disfarçadas. E o sistema representativo espelha o que mais se aproxima da prevalência da vontade popular. Se você não for votar, essa representatividade se anula.

Se puder sair de casa, alimente e cure o processo democrático.  O vírus, como tantos outros, passará. Já a oportunidade de ter voz na sua comunidade é sempre única. Vote!

*Especialista em Direito Público e Direito Eleitoral, além de ser conselheiro do Instituto Sobral Pinto de Barbacena

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