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Cláudia Navarro *

Ao sair de uma consulta médica, o paciente segue as recomendações que, geralmente, são expressas em um papel. Muitas vezes, são ordens de uma pessoa que ele nunca havia visto antes. E ele obedece com empenho. Mas o que leva uma pessoa a seguir conselhos de um estranho? Credibilidade!

O médico é o profissional em quem a população mais confia, de acordo com levantamento do Centro de Gestão e Estudo Estratégicos – CGEE publicado este ano. Em 2016, o Conselho Federal de Medicina também constatou esse fato em pesquisa similar.

Cabe a nós, médicos, e aos Conselhos Regionais de Medicina zelar por essa confiança e atuar com compromisso e ética.

A formação de um médico demanda mais tempo que a maioria das profissões. No mínimo, seis anos. E, no mínimo, mais três para se tornar especialista. Não se forma médico do dia para a noite e isso tem uma razão de ser.

As leis e as resoluções no campo da saúde são sempre muito cuidadosas, inclusive com os próprios profissionais médicos. Elas servem para resguardar a garantia de que o paciente será tratado da forma correta. Afinal, estamos falando de vidas. Nós nos importamos com a qualidade do atendimento a ser prestado para a população. Por isso, exigimos sempre que os profissionais estejam de acordo com essas leis.

A revalidação de diplomas obtidos no exterior é um dos exemplos dessa nossa preocupação. Exigir o Revalida não significa que acreditamos que os profissionais formados no exterior não tenham experiência suficiente para atuar, significa que precisamos ter certeza de que eles conhecem de perto as patologias mais comuns em nosso País e que estão preparados para elas. Todos os países desenvolvidos possuem processos semelhantes.

À população em geral fazemos o apelo de sempre pesquisarem e conhecerem quem é o profissional que irá prestar o atendimento. Infelizmente, notícias recentes trazem situações de falsos médicos atendendo por aí. Ao mesmo tempo, recebemos denúncias de profissionais que praticam a medicina de forma ilegal e que utilizam de alternativas caseiras ou não comprovadas cientificamente para substituir diagnósticos e/ou medicação, que são exclusivos do profissional médico.

O CRMMG tem agido nesses casos. Não se trata de uma reserva de mercado, mas uma questão de saúde pública e risco ao paciente.

O quanto você confia em um médico? Essa confiança precisa ser plena. No mês em que celebramos a profissão, gostaria de lembrar sobre o porquê de ser um trabalho tão aclamado. Não devemos deixar, nunca, que seja rebaixado ou colocado em dúvida. A medicina zela pela vida, e é por ela que devemos continuar trabalhando.

*Presidente do CRM-MG