COTAÇÃO DO DIA 22/01/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4780

VENDA: R$5,4790

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5070

VENDA: R$5,6470

EURO

COMPRA: R$6,6088

VENDA: R$6,6101

OURO NY

U$1.853,68Pg�

OURO BM&F (g)

R$ (g)

BOVESPA

-0,80

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

Mercantil do Brasil - ADS

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião
Página Inicial » Opinião » Política e religião: o relativo e o absoluto

Política e religião: o relativo e o absoluto

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Foto: Reprodução

Tilden Santiago*

Muito se tem escrito sobre política e religião! A história universal já nos mostrou os males, inclusive guerras, que essa promiscuidade provocou. Se quisermos aprofundar esse debate, tendo, como objetivo, um real avanço da humanidade em sua caminhada histórica, deveríamos partir de duas premissas.

A primeira é não colocar todas as religiões em bloco face à política. Essa postura não nos leva a lugar nenhum. Porque cada religião tem sua maneira de se “institucionalizar’’, gerando uma forma específica de relação de seus ministros, de sua teologia e de sua pastoral com as instituições políticas, com o poder político.

A segunda premissa é distinguir ‘’religião” de “espiritualidade”. Que uma instituição religiosa entre em conflito ou se misture com uma instituição política, nada de novo a meu ver. São dois projetos dos homens se chocando, dentro das contingências de objetivos meramente terrenos.
O problema existe quando se tenta justificar um projeto fruto das mãos dos homens com a força de uma espiritualidade autêntica de qualquer religião, especialmente quando essa tem influência nas massas. Aí sim, a mistura é complicada, por que ninguém pode justificar e propagar um projeto político-partidário relativo, humano, pois, como se fosse garantido com o absoluto. O ministro que fizesse isso seria um pastor enganando suas ovelhas.

Mas essas duas premissas nos ajudam a entender por que certos ministros religiosos são vezeiros em justificar a política pela qual optaram, como projetos abonados por Aquele que mora nos corredores do infinito. Essas premissas nos ajudam a evitar dois equívocos: o primeiro de misturar religião institucional com política. O segundo não impedir que o cidadão honesto, fideísta, participe dos projetos humanos munido de sua força espiritual em função do humanismo.

Para maior clareza, vamos fixar apenas a relação com o cristianismo, quando o cidadão cristão opta por participar da política a partir de um partido. O que o evangelho pede dele, é apenas que, além do universalismo, fique do lado dos pobres, dos oprimidos e excluídos. Mas a forma como vai atuar é opção dele, pessoal, sujeita a erros e acertos. O projeto concreto histórico, que ele vai ajudar a construir é fruto de sua inteligência, de suas mãos, junto com outros, inclusive de diferentes posições filosóficas, ideológicas, vindo do liberalismo ou do socialismo. A fé não lhe diz qual sindicato, qual central sindical, qual partido político, qual cooperativa, qual associação, qual corrente ideológica ele deve procurar.

Só assim manteremos a devida separação entre o que é relativo e o que é absoluto. Muitas vezes o entusiasmo, a paixão, o avivamento espiritual, podem levar a misturar as duas esferas  fundamentais na vida das pessoas mais conscientes: a esfera espiritual e a esfera política.

Existem cristãos que são embalados pela teologia da prosperidade. Outros têm como pano de fundo a teologia da libertação. Outros ainda, vivem e fazem política pura e simplesmente sem racionalizar a sua fé. O importante é que a convivência fraterna e o companheirismo imperem entre os cristãos diferenciados e entre os demais correligionários. É preciso saber aceitar ou mesmo admirar adversidade.

E todos são convidados a viver a política com a visão realista que Yeshua de Nazaré tinha da sociedade: ‘’Aqueles que têm poder nesse mundo exercem o poder com dominação e autoritarismo. E ainda querem se fazer passar por benfeitores! Entre vocês, não será assim.  Quem quiser ser o primeiro, quem quiser mandar, seja o servidor do último”. (Lucas 22,24-27)

  • Jornalista, embaixador e militante

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!

FIQUE POR DENTRO DE TUDO !

Não saia antes de se cadastrar e receber nosso conteúdo por e-mail diariamente