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Quebrado e sem rumos

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente da República entende que o País está quebrado, reclama que não pode fazer nada e para completar repete que a culpa é da imprensa, que faz barulho e enxerga, sugere, problemas que não existem. Restou explicar melhor porque o programa de vacinação prossegue em marcha lenta e o País não consegue comprar nem mesmo agulhas e seringas para aplicar vacinas que por enquanto não existem. Tudo isso com a pandemia atingindo seu pico e com indícios fortes de que as próximas semanas podem ser ainda piores.

Faltam diretrizes, falta comando e, nessas circunstâncias, esperar possibilidades diferentes seria um exercício de excessivo otimismo, sendo também alarmante que nesse preciso e exato momento os poderes Legislativo e Judiciário se encontrem em recesso, aparentemente alheios ao que se passa a sua volta. Deputados e senadores, formalmente de férias, estão na realidade em febril atividade, por conta da eleição para a presidência da Câmara e do Senado, que acontece no próximo mês. Permanecem, contudo, num mundo à parte, como se nada houvesse de mais importante que assegurar a vitória, afinal de contas até certo ponto condicionante das eleições presidenciais no próximo ano. O País quebrado, nas palavras o presidente da República, já superando 200 mil mortos pela Covid, a pandemia, alimentada de novas cepas do vírus, falta ainda de vacinas e até de seringas para aplicá-las passam a ser assuntos secundários, para os senhores parlamentares de pouca ou nenhuma importância.

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Como se vê, persistem velhos e conhecidos problemas, mais do mesmo, enquanto as dificuldades se avolumam, sem sinais, menores que sejam, de um plano, um projeto minimamente consistente para enfrentá-los. Disso nos dá conta o próprio presidente da República, cuja fala deveria ser motivo de sobra para que os poderes Legislativo e Judiciário suspendessem seus recessos, que deputados e senadores deixassem de lado a política menor, mais uma vez sustentada por seus piores hábitos, se ocupando afinal e por inteiro daquilo que realmente lhes compete.

Se não bastasse o alheamento, assusta, e mais ainda diante do quadro que se apresenta, que o espetáculo oferecido seja limitado ao velho e conhecido enredo da ambição, mais uma vez fundada no velho preceito do “é dando que se recebe”, com ofertas que os dois lados em contenda não fazem a menor questão de disfarçar, um reservando cadeiras ministeriais, outro prometendo postos na sua área de influência. E assim como não se abalam com as circunstâncias já mencionadas, não oferecem qualquer pista sobre o que pretenderiam fazer para devolver rumos ao País.

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