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Opinião
Crédito: Enildo Amaral/BCB.

Daniel Ribeiro *

Após o mais longo período em que a taxa Selic permaneceu em um mesmo patamar, o Banco Central cortou a taxa básica da economia em 0,50%. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu de maneira unânime pela queda da Selic de 6,5% para 6,0% ao ano. Ainda indicou que poderá seguir com mais cortes na próxima reunião. O Copom volta a se reunir nos dias 17 e 18 de setembro.

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O Comitê avaliou que o cenário mais benigno para a inflação poderá permitir novos estímulos monetários. O resultado da última quarta-feira (31) veio em linha com o esperado pelo mercado e pela maior parte dos economistas do mercado. Com o corte de 0,50% a Selic atinge nova mínima histórica.

No comunicado, o Banco Central fez uma leitura mais positiva da inflação. Segundo o BC, a tendência dos níveis de inflação e de seus componentes estão em níveis confortáveis. Isto significa que a variação dos níveis de preços está entre o piso e o centro da meta, que é de 4,25%, podendo oscilar no intervalo entre 2,75% e 5,75%.

Mais do que a projeção de inflação calculada pelo BC, a avaliação dos riscos políticos favoreceu a decisão de novos estímulos monetários, já que a reforma da Previdência foi aprovada no primeiro turno na Câmara dos Deputados.

A continuidade e os avanços nos processos de reformas e ajustes necessários para a melhora da economia brasileira é essencial para um cenário benigno de inflação controlada, o que sustenta a tese de novos cortes na Selic até o final do ano. Grande parte do mercado já projeta a taxa de juros em 5,5% em dezembro.

O Copom indica que haverá novos cortes da Selic, porém as próximas decisões de política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, dos riscos políticos e das projeções e expectativas de inflação futura.

O corte nos juros deverá apoiar a fraca recuperação da economia. De acordo com os dados do BC, o PIB do Brasil deve crescer 0,8% em 2019. No comunicado do dia 31 de julho, o BC enxerga perspectivas mais favoráveis para a atividade econômica, apesar de afirmar que essa recuperação deve ser gradual.

* Economista e sócio fundador da Monteverde Investimentos

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