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Quem define como será a sua vida é você

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Crédito: Carmine Furletti

Já parou para refletir sobre qual a sua responsabilidade em relação àquilo que lhe acontece, seja no âmbito pessoal, seja no profissional? Professores não fazem você aprender. Médicos não deixam o paciente saudável, assim como coaches não são garantias de que as metas serão alcançadas. Eles apoiam o esforço, mas a responsabilidade é 100% sua. No entanto, o ser humano tem, por natureza, a mania, de querer, muitas vezes, “terceirizar” o gerenciamento das suas ações e delegar esse controle para “as mãos do outro”. Evidentemente, o tão falado protagonismo, ou seja, a atitude daquele que assume a postura e o direcionamento da própria vida, vai “por água abaixo”.

No meio corporativo, quantas pessoas permitem que a empresa se aproprie da gestão da carreira e defina o futuro por elas? Também quantos não querem as fórmulas prontas e os caminhos curtos, conhecidos como atalhos? Porém, o trajeto é sempre árduo e é resultado de uma construção no dia a dia. Cada decisão tomada – ou não – provoca reflexos e contribui para compor quem somos. Assim, ser protagonista dos próprios atos exige escolher a trajetória e seguir em direção àquilo que quer.

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Por isso, é tão importante o autoconhecimento, obtido de maneira consistente, por meio de terapia ou de um processo qualificado de coaching, com profissionais competentes. Fazer essa reflexão permite que os indivíduos entendam quais são seus pontos fortes e em que aspectos precisam evoluir. Visto que ninguém é perfeito, todos estão na busca empírica por mais equilíbrio. Nessa construção diária da carreira, é fundamental ter muita clareza sobre o que ainda é necessário ser aprimorado em relação a conhecimentos técnicos e comportamentais (as soft skills), para ganhar destaque e relevância, tornando-se, dessa forma, um profissional talentoso e diferenciado.

Outro ponto essencial é a elaboração de um planejamento adequado e consistente. Por meio dele, serão estipuladas metas e estruturadas ações que conduzam ao alcance dos targets. Onde você quer estar daqui a três anos, por exemplo? Na mesma empresa? Em uma posição melhor? O que já pode começar a fazer hoje, que o deixará pronto ao longo desse tempo? Caso não fale fluentemente o idioma inglês, continuará do mesmo modo nesse período? 

Se as empresas investem milhões de reais para fazer o plano estratégico e desenhar onde estarão em curto, médio e longo prazos, então por que os indivíduos também não deveriam preocupar-se com o planejamento profissional? Você pensa nisso? Ou, como a música do Zeca Pagodinho, apenas “deixa a vida me levar; vida leva eu”? Evidentemente, a empresa na qual trabalha poderá apoiá-lo nesse desenvolvimento, patrocinando alguns cursos ou mesmo elaborando processos estruturados de sucessão. Entretanto, se a pessoa não assumir as rédeas da vida, corre o risco de ser direcionada para onde a corporação definir e, não, para o lugar ao qual deseja chegar.

Hoje em dia, é muito comum, em rodas de conversa, nos depararmos com profissionais que estão sempre se lamentando pelas posições que ocupam onde trabalham, por não terem visibilidade de crescimento ou por não se sentirem valorizados. Há também aqueles que vivem reclamando que não fizeram determinada formação ou curso, porque a organização não paga. A minha pergunta para você que se encaixa nesse contexto é: até quando vai deixar o controle da sua vida profissional nas mãos da empresa?

O caminho trilhado em uma carreira nem sempre é reto. Isso quer dizer que todo profissional está sujeito a adversidades, momentos difíceis, erros e imprevistos. Contudo, isso não é o “fim do mundo”: sempre há “luz no fim do túnel”, mas é preciso assumir o controle da carreira, em uma construção perene. E já que se fala tanto em equilíbrio, felicidade no trabalho, propósito e legado, é complexo associar esses termos, sem que o colaborador esteja feliz onde atua e sem que haja perspectiva de visibilidade em curto, médio e longo prazos. Logo, é importante que os talentos sejam sempre desafiados e projetem crescimento.

Por fim, as pessoas de sucesso, usualmente, têm o senso de responsabilidade bem desenvolvido. Assumem o controle de suas vidas, dando o respectivo direcionamento para cada ponto que perseguem como meta. Isso é válido tanto para o contexto pessoal, quanto para o profissional. Elas buscam formações, para aprimorar as competências técnicas, agregam mentores, a fim de discutir determinados assuntos, e não se queixam quando algo não acontece conforme planejado. Pelo contrário, criam novos caminhos, se adaptam aos diferentes cenários e têm a flexibilidade de se adequar em um mundo incerto, volátil, ambíguo e complexo, também conhecido como “Vuca”. Em suma, o único responsável por sua vida é você mesmo. E isso é ótimo; não é mesmo?

*CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent, professor convidado da Fundação Dom Cabral, conselheiro de RH da ACMinas e da ChildFund Brasil. Instagrams: @davidbraga e @prime.talent
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