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Crédito: REUTERS/Dado Ruvic

Matheus Albergaria*

Um aspecto importante relacionado à pandemia de Covid-19 diz respeito à ocorrência de um fenômeno conhecido como “externalidades” (ou “efeitos externos”) pelos economistas. Basicamente, as externalidades correspondem a “falhas de mercado”, ou seja, situações nas quais o sistema de mercado deixa de funcionar adequadamente, gerando resultados ineficientes do ponto de vista da sociedade como um todo. Em situações assim, seria possível melhorar a situação de algumas pessoas na sociedade sem necessariamente prejudicar outras pessoas (ou seja, seria possível gerar soluções eficientes, em termos econômicos).

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As externalidades ocorrem quando as ações de um indivíduo ou empresa acabam tendo resultados não planejados sobre outras partes (em moldes semelhantes a efeitos colaterais de uma ação qualquer, que podem ser tanto positivos quanto negativos). Por exemplo, no caso da pandemia, há a possibilidade de ocorrência de externalidades negativas, uma vez que algumas pessoas podem vir a contaminar outras, mesmo sem saber que estão infectadas pelo coronavírus (de fato, há vários relatos de casos assintomáticos do vírus). Ou seja, mesmo sem ter a menor intenção de prejudicar outras pessoas, uma pessoa contaminada pode acabar prejudicando a sociedade como um todo.

Uma potencial solução para a pandemia da Covid-19, muito divulgada pela mídia e debatida pela sociedade no período recente, corresponde à criação de uma vacina capaz de imunizar as pessoas em relação aos efeitos adversos do vírus. Embora haja mais de uma empresa envolvida no processo de criação e testes de vacinas nestes moldes, assim como manifestações de governos interessados na aquisição de vacinas específicas, ainda não há indícios de uma solução definitiva até o presente momento.

De um ponto de vista econômico, uma vacina eficaz no combate ao vírus deve ter pelo menos duas propriedades básicas. Primeiro, a vacina deve ter as características daquilo que os economistas chamam de “bem público”: ser não excludente (nenhuma pessoa deve ser excluída de seu alcance) e não rival (o fato de uma pessoa receber a vacina não deve impedir que outras pessoas também a recebam). Essas duas características, quando tomadas em conjunto, poderiam vir a justificar uma oferta de vacinas a ser provida pelo governo em um contexto de pandemia.

Segundo, contrariamente ao vírus, uma vacina deve estar associada à ocorrência de externalidades positivas. Especificamente, no caso do contexto atual, uma vacina eficaz deve ser capaz de gerar uma espécie de “efeito transbordamento”, em termos de imunização. Ou seja, o fato de uma pessoa ser vacinada acabaria impedindo que outras pessoas fossem contaminadas pelo vírus ao longo do tempo (um resultado que depende da eficácia da vacina em questão). Em última instância, vacinas geram externalidades positivas.

*Professor de Economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) (matheus.fecap@gmail.com)

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