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Crédito: Michael Reynolds/ EPA/EFE

Cesar Vanucci*

“Daqui não saio, daqui ninguém me tira”. (Marchinha carnavalesca de 1949, relembrada a propósito da ridícula postura de Donald Trump, derrotado nas eleições em seu país)

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O balanço trimestral da Vale registra, entre julho e setembro deste ano, lucro de R$15,6 bilhões. Mais que o dobro do lucro alcançado no mesmo período do ano passado (R$ 6,54 bilhões). A soma anotada, levando-se em conta a cotação do dólar (5,70 reais), corresponde a quase 3 bilhões de dólares. Pra ficar bem gravado: lucro de 3 bilhões de dólares em um único trimestre. Isso acontece numa hora marcada por muitas turbulências na vida da empresa.

Por situações de “incertezas”, consoante a fala de seus dirigentes. Temos aqui um cálculo aritmético simples. Relembremos: a “privatização” da Vale, cantada em verso e prosa por um mundão de gente, “rendeu” aos cofres públicos 6,5 bilhões de dólares. Os 6,5 bilhões de dólares asseguraram o controle pelos adquirentes do colossal ativo da maior mineradora do mundo. Estamos falando, entre outras coisas, de jazidas gigantescas a explorar, estoques de minério de ferro já extraído em quantidade fabulosa, instalações portuárias enormes, linhas férreas, frota de navios, dinheiro em caixa (há quem afirme tratar-se de alguns bilhões). “Tudo isso e o céu também”, como se diz no popular.

Pois bem, em apenas um único trimestre, das dezenas de trimestres já transcorridos, desde a desestatização, os donos da Vale amealharam quase que a metade do total investido… Não há como não admitir, ao fim e ao cabo deste nosso papo, que a transação em tela, ainda hoje objeto de acerbas críticas, representou mesmo, no duro da batatolina, um “negócio da China”…

Donald Trump foi visto, dia desses, de pijama, gorro e chinelo, dando voltas nos jardins da Casa Branca a cantarolar, repetitivamente, o estribilho de uma marchinha carnavalesca brasileira (de autoria de Paquito e Romeu Gentil) que fez estrondoso sucesso em 1949: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Achava-se acompanhado de perto por agentes de segurança e ladeado por um médico e dois enfermeiros, envergando os tradicionais jalecos, com etiqueta de identificação da clínica psiquiátrica Sam Patrick, de Washington.

O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. O Brasil acaba de adquirir volumosa quantidade de soja nos Estados Unidos para atender à demanda interna. Dá-se a isso a denominação de “surrealismo mercadológico”.

Como é do desconhecimento geral, o Turcomenistão, ex-república da antiga União Soviética, que faz fronteira com o Afeganistão e o Uzbequistão, é governado despoticamente por um cidadão chamado Kurbanguly Berdymukshamedov. Famoso por suas crueldades e excentricidades, o ditador é apreciador de cães e cavalos de raça. Em praças públicas da capital Ashgabat, ele mandou erguer enormes estátuas, com seis metros de altura, revestidas de ouro, de seus animais de estimação. O cara concebeu um “inédito” esquema para combater a pandemia.

Simples assim: mandou banir, definitivamente, do noticiário, de qualquer comunicação oral e escrita, sem exclusão dos meros bate-papos nas ruas e nos lares, as expressões “vírus”, “coronavírus”, “Covid-19”, sob pena de punição severa para quem se atreva a desrespeitar a “inventiva” determinação. O Turcomenistão é considerado pela ONG “Repórteres Sem Fronteiras” o segundo país mais repressivo do planeta em matéria de liberdade de expressão. Apenas a Coreia do Norte consegue superá-lo nesse quesito. O “problema” de se eliminar as “palavras banidas” no decreto governamental não se afigura assim de tão difícil assimilação pela população, já que o vocábulo “problema” é também, entre outras citações, expressamente proibido no tagarelar prosaico das ruas. Enreda-se em complicação séria qualquer vivente que cometa a ousadia de dizer ou escrever a palavra “problema”. Kurbanguly faz questão absoluta de que ao seu complicado nome seja acrescido sempre um majestoso cognome: “Arkadag”, ou seja, “Sua Magnificência, O Protetor”.

Baseados em estudos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas e do Fundo Monetário Internacional, especialistas em economia vaticinam que o Brasil deixará de pertencer, no final deste ano, ao grupo das 10 economias mais pujantes do planeta. Em exercícios recentes, já havíamos perdido duas posições. Caímos de 7º para 9º lugar. A previsão, agora, é de que venhamos a ser sobrepujados por três outros países. A avaliação é feita por meio de comparação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), mensurado em dólar.

*Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

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