Aécio Neves volta atrás e decide disputar o Senado por Minas Gerais

Depois de anunciar que não participaria das eleições alegando que cuidaria do PSDB, tucano foi pressionado a reconsiderar decisão e entrar na disputa
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Aécio Neves volta atrás e decide disputar o Senado por Minas Gerais
Foto: Diário do Comércio/ Daniel de Andrade

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) voltou atrás e decidiu concorrer ao Senado Federal. A decisão ocorre 24 dias após o tucano anunciar que não participaria das eleições deste ano. Agora, ele vai integrar a chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e do ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB), candidatos a governador e vice-governador de Minas Gerais, respectivamente.

Os candidatos registrados para disputar as duas vagas ao Senado pela chapa, Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), renunciaram às candidaturas, abrindo espaço para que Aécio seja o único nome do grupo na disputa. Apesar de o prazo para o registro de candidaturas ter terminado em 15 de agosto, a legislação eleitoral permite a substituição de candidatos até 20 dias antes das eleições, ou seja, até 14 de setembro de 2026.

Na última quarta-feira (26), aliados do tucano informaram que ele avaliava a possibilidade de participar das eleições deste ano após ser procurado por lideranças partidárias e políticos próximos.

O movimento pela candidatura ganhou força com a divulgação de uma nota assinada pelos presidentes estaduais do PDT, Mário Heringer, e do PSDB, Paulo Abi-Ackel, ambos deputados federais. No documento, eles pediram que o ex-presidente da Câmara dos Deputados reconsiderasse a decisão de não concorrer a nenhum cargo e disputasse uma vaga no Senado pela chapa.

A pressão começou depois de Aécio Neves anunciar, em 4 de agosto, que não seria candidato a nenhum cargo eletivo nas eleições deste ano. Na ocasião, ele afirmou que a decisão era “especialmente difícil” e encerraria uma sequência de 40 anos de mandatos consecutivos.

À época, o deputado federal e presidente nacional do PSDB afirmou que continuaria atuando na vida pública e que sua prioridade seria liderar o partido e ajudar a fortalecer o centro democrático no Brasil. Após o anúncio, lideranças políticas e partidárias de Minas Gerais iniciaram um movimento para tentar convencê-lo a reverter a decisão.

Trajetória política

Aécio iniciou seu primeiro mandato como deputado federal em 1987 e exerceu o cargo até 2002, somando quatro mandatos consecutivos. Nesse período, presidiu a Câmara dos Deputados no biênio 2001–2002. Na sequência, foi eleito governador de Minas Gerais em 2002 e reeleito em 2006. Em março de 2010, o tucano renunciou ao cargo para concorrer ao Senado e foi eleito senador.

Em 2013, Aécio assumiu a presidência nacional do PSDB e, no ano seguinte, foi o candidato do partido à Presidência da República. Ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado pela então presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita com 51,64% dos votos válidos, contra 48,36% obtidos pelo tucano.

Após a derrota na disputa presidencial, Aécio retornou ao Senado. Nas eleições de 2018 e 2022, foi eleito para o quinto e o sexto mandatos como deputado federal, respectivamente, mantendo uma trajetória de quatro décadas de mandatos consecutivos.

Sobre o autor

Ana Karenina Berutti

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo e mestre em Letras pela PUC Minas. Experiência de 30 anos em cobertura política e econômica.

Sobre o autor

Daniel de Andrade

Repórter do Diário do Comércio. Graduado em Jornalismo pela PUC Minas, com experiência em comunicação corporativa. 2º lugar no prêmio Adep-MG de jornalismo 2026

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