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Política
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro disse ontem estar feliz com o “casamento hétero” com o ministro Paulo Guedes e com os resultados na economia e defendeu cuidado na dosagem da reforma administrativa, que deve ser apresentada ao Congresso apenas no ano que vem.

“Eu estou muito feliz com esse casamento hétero com o Paulo Guedes na questão da economia, e ele em grande parte é um dos responsáveis pelo nosso governo hoje em dia, no meu entender, ter mais de 50% de apoio por parte da sociedade”, disse o presidente em entrevista à rádio Itatiaia.

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Bolsonaro reconheceu na entrevista que a reforma da Previdência, aprovada pelo Congresso neste ano, é uma medida amarga, mas que a população entendeu a necessidade dela.

O presidente disse ainda que uma simplificação tributária é muito bem-vinda, mas ressaltou que não adianta mandar ao Congresso o que o governo acha ideal, mas sim o que é possível de ser aprovado. E defendeu a importância do tempo político e de se saber “dosar o remédio” nas reformas.

“As demais reformas são importantes sim, a questão da administrativa é a questão do tempo, nós temos que saber a dosagem, porque às vezes o remédio muito forte pode transformar-se em um veneno, e essa preocupação existe, a equipe econômica entendeu”, disse Bolsonaro.

O projeto de reforma administrativa a ser encaminhado pelo governo Bolsonaro ao Legislativo deve propor uma reformulação nas carreiras do setor público, assim como alterações nas regras existentes para os servidores.

Inicialmente a expectativa era de que a proposta fosse encaminhada pelo governo ao Congresso no início de novembro, mas na semana passada o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barro, disse que isso só deve ocorrer no início de 2020.

“Eu sei que lá (no Ministério da Economia) o pessoal pensa muito em números, mas a parte social e política fica pelo meu encargo aqui. Assim como ouço o Paulo Guedes 90% do que ele fala, ele me ouve 90% da minha posição política. Estamos perfeitamente alinhados”, acrescentou.

Selic – Bolsonaro afirmou ontem que a taxa Selic deve chegar a 4,5% em breve, mas disse que isso acontecerá sem interferência do governo.

A taxa foi reduzida para 5%, a sua mínima histórica, na reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Em um evento na manhã de ontem organizado pela Caixa Econômica Federal, Bolsonaro afirmou que governos anteriores baixaram a taxa de juros “na canetada”.

“Hoje sem canetada está em 5%, deve chegar em 4,5%. Eu torço, né? Tivemos a coragem de enviar um projeto para o Congresso sobre independência do Banco Central, para não ter participação política como sempre tiveram”, disse. (Reuters)

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