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Bruno Engler quer Capital protagonista do crescimento de MG

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Bruno Engler (PRTB) tem 23 anos e ajudou a fundar o movimento Direita Minas | Crédito: Divulgação

No decorrer deste mês o DIÁRIO DO COMÉRCIO realizou uma série de entrevistas com alguns dos principais candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Nas últimas semanas, Rodrigo Paiva (Novo), Marcelo Souza e Silva (Patriota), João Vitor Xavier (Cidadania), Luiza Barreto (PSDB) e Bruno Engler (PRTB) apresentaram seus planos de governo e as propostas no campo econômico para a capital mineira.

Encerrando as entrevistas que foram transmitidas ao vivo pelos canais digitais do DC e assim como os demais candidatos, Bruno Engler discutiu e apresentou soluções para a economia, infraestrutura e gestão pública da cidade.

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Bruno Engler tem 23 anos e ajudou a fundar o movimento Direita Minas. Em 2018, se elegeu para deputado estadual. Em abril deste ano, deixou o PSL para se filiar ao PRTB. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), faz parte da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Caso seja eleito para ocupar o cargo máximo do Executivo municipal, Bruno propõe mudanças profundas em diversas frentes, como no relacionamento com as lideranças políticas e públicas da região metropolitana, bem como com os governos estadual e federal e também no relacionamento com os setores-chave da economia belo-horizontina, como comércio, serviços e construção civil.

O candidato também falou sobre as propostas para o turismo e disse que, no futuro, espera ver Belo Horizonte como uma capital pujante, protagonista do crescimento de Minas Gerais, se consolidando como a terceira cidade mais próspera e mais importante do País.

Como reaquecer a economia da cidade no cenário pós-pandemia?

A primeira coisa que vamos fazer ao assumir a Prefeitura é restituir o funcionamento do comércio em horário integral, pois esse horário reduzido não faz o menor sentido. Ele é contraproducente, uma vez que se você tem o mesmo número de pessoas que precisam ir ao estabelecimento e o horário de funcionamento é menor, a concentração de pessoas é maior. Queremos a retomada do comércio em tempo integral e depois conversaremos com os comerciantes, os micro e pequenos empresários para que possamos, juntos, encontrar soluções para sair dessa crise. É importante conversar com os empresários que estão com dificuldades e também com os representantes daquelas empresas que já fecharam, para ver quais incentivos a Prefeitura pode dar para que elas voltem a abrir as portas e a gerar emprego e renda.

São inúmeros os gargalos na infraestrutura da capital mineira. Como pretende saná-los?

Grandes obras de infraestrutura, principalmente infraestrutura de trânsito, demandam parcerias com governo estadual e com a União. Nós temos a perspectiva de receber o financiamento para a linha 2 do metrô através do governo federal, pois o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou essa vontade e o ministro Tarcísio também, só que, infelizmente, há um empecilho jurídico e tem que passar pelo Congresso Nacional, mas eu tenho convicção que a bancada mineira vai conseguir viabilizar esse recurso para Belo Horizonte. Uma vez aprovado, o próximo prefeito, independente de quem seja, vai ter esse aporte para realizar na linha 2, que é uma obra importantíssima para a cidade. Nós sabemos também que é necessário um novo Rodoanel para desafogar o Anel Rodoviário, cujo trânsito acaba irradiando para as principais avenidas e parando a nossa cidade como um todo, mas que também é uma obra que terá que ser viabilizada junto ao governo do Estado e ao governo federal. Estes são exemplos de obras que a Prefeitura não consegue fazer sozinha, com seu próprio orçamento.

Como avalia a mobilidade urbana da cidade?

Infelizmente a mobilidade urbana deixa a desejar. Em termos de transporte público, assumindo a Prefeitura, vamos exigir das empresas de ônibus a retomada das linhas na integralidade. Durante a pandemia, o prefeito Alexandre Kalil diminuiu as linhas de ônibus, o que fez com que o trabalhador tivesse que esperar muito mais e ainda enfrentasse verdadeiras aglomerações. Vamos exigir a retomada dos horários e rotas, como está previsto em contrato. E também vamos trabalhar pela volta dos cobradores, uma vez que a falta destes profissionais atrasa e prejudica o trânsito. Receber e trocar dinheiro não é função do motorista.

E novo Plano Diretor da Capital?

O Plano Diretor é desastroso. Já existia o conceito de outorga onerosa e agora a taxa de construção foi diminuída, inviabilizando a atividade da construção civil no nosso município. Vamos encontrar no ano que vem um cenário desastroso: foram cerca de 100 mil empregos no setor de comércio e serviços perdidos durante a pandemia e, em 2021, quando a nova lei de uso e ocupação do solo entrar plenamente em vigor, o setor da construção civil vai evadir Belo Horizonte e ir para cidades vizinhas, criando mais um cenário de desemprego e colapso econômico. Eu, como prefeito, não poderei, sozinho, rever esse Plano Diretor. Da mesma maneira como teve que ser aprovado pela Câmara de Vereadores, sua revisão também terá de ser aprovada pelo legislativo da cidade. Mas firmo o compromisso de trabalhar firmemente para que possamos rever esse plano diretor e a lei de uso e ocupação do solo.

Como atrair novos investimentos para a cidade e em quais setores vê maior potencial?

A economia de Belo Horizonte depende muito dos setores de comércio e serviços e também da construção civil, mas a gente pode dinamizar mais nossa economia. Estive conversando com o sindicato das empresas de informática e de tecnologia e muitos reclamaram da carga tributária excessiva de Belo Horizonte que acaba inviabilizando a atração de empresas. Nossa vizinha Nova Lima tem uma carga tributária muito menor e muitas pessoas optam por abrir suas empresas e iniciarem seus negócios por lá. É claro que Belo Horizonte é uma prefeitura muito mais robusta e, às vezes, é difícil abrir mão da arrecadação, mas a gente precisa encontrar um ponto de equilíbrio, de maneira a atrair empresas de tecnologia, porque são as empresas do futuro. A gente tem também um potencial turístico enorme e que pode ser melhor explorado.

Como a política de desenvolvimento do seu programa de governo leva em conta a questão fiscal?

Nosso caminho é sempre o da desburocratização, pois acreditamos na liberdade de empreender e acreditamos que o Estado pesa muito sobre aqueles que querem gerar emprego e renda no município. Não posso ser irresponsável de prometer uma redução de impostos ou de acabar com tarifas sem saber como vai estar a situação financeira da Prefeitura, mas vamos buscar um ponto de equilíbrio. Por isso, a primeira medida, antes mesmo de incentivar outros setores, vai ser discutir com setor comercial quais políticas de incentivo poderemos ter para que mais empresas não quebrem e para que as empresas que quebraram possam voltar a funcionar. Isso pode passar por uma renegociação temporária de impostos municipais se a situação financeira do município assim permitir, pelo perdão de multas que foram aplicadas na pandemia ou por uma desburocratização dos processos.

Pensando na gestão da cidade e no tamanho da máquina pública, quais as propostas? Uma gestão compartilhada seria viável?

Acredito que o município tem um aparato estatal muito inchado e que dá para diminuir o número de secretarias e de cargos. Mas, precisamos fazer um estudo para ver o que é viável para fundir órgãos e diminuir o aparato estatal, através de uma ampla reforma administrativa. Além disso, acredito que podemos otimizar o serviço público, para isso, estou propondo o Programa Corrupção Zero para combater a corrupção na Prefeitura; a gente quer também otimizar o serviço público através da premiação daqueles que derem melhores resultados. Já em relação à gestão integrada da região metropolitana, depende do perfil dos prefeitos que serão eleitos. Precisamos ter um bom relacionamento com nossos municípios vizinhos, até porque as fronteiras são políticas e física ou geograficamente não sabemos onde termina um município e começa outro. Mas depende muito do relacionamento com todos os prefeitos. Me disponho a conversar com todos eles e torço para que o eleitorado possa eleger prefeitos mais à direita, para que a gente tem um alinhamento ideológico ainda maior e consiga trabalhar junto e com mais facilidade.

Qual o papel de Belo Horizonte no desenvolvimento do Estado? Como fortalecer o papel de protagonismo da Capital na economia mineira?

Belo Horizonte é fundamental para o desenvolvimento de Minas Gerais, somos a capital do Estado, a cidade que mais tem habitantes e a mais importante financeira e politicamente. Local que abriga as sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário. O coração de Minas é a Capital, que deveria integrar outras regiões e gerar riqueza para todo o Estado. O protagonismo da capital mineira se dá de maneira natural caso a cidade esteja em crescimento pujante. Toda cidade que prospera adquire um protagonismo, mas uma cidade que está quebrando suas empresas e que está inviabilizando o setor da construção civil não vai prosperar e não será protagonista.

Ao longo da última década Belo Horizonte desenvolveu uma política para o fortalecimento da cadeia turística, buscando, inclusive, novas vocações além do turismo de negócios. Qual papel o turismo deverá ter e quais políticas públicas pensa em desenvolver?

Belo Horizonte tem um potencial turístico enorme. Temos um aeroporto que não fica na cidade, mas que serve ao município e que é de primeira linha, um dos melhores do mundo. Geograficamente, estamos numa posição privilegiada, perto de diversas cidades históricas e que pode funcionar como hub para que as pessoas se hospedarem. E temos um potencial turístico na nossa própria capital, mas que precisa ser fomentado, por meio de eventos, por exemplo. O festival Comida de Buteco surgiu em Belo Horizonte, se espalhou pelo Brasil inteiro e muitas pessoas nem sabem que nasceu aqui. A gente tem uma cultura de gastronomia de bares, que é extremamente importante e que precisa ser valorizada e recuperada, já que sofreu demais durante a pandemia. Além da Pampulha, que é Patrimônio Cultural da Humanidade e os parques maravilhosos que abrigamos.

Impossível pensar no turismo de Belo Horizonte sem falar do Carnaval, que ganhou força nos últimos anos. Temos um grande desafio pela frente, em função da pandemia. Como lidar com a situação?

Eu não acho que a Prefeitura tem que inviabilizar o Carnaval, mas nesse cenário, o evento só pode ocorrer se tivermos oportunidade de realizar a festa de maneira totalmente segura. Este ano, mesmo com o presidente Jair Bolsonaro já tendo decretado estado de calamidade pública por causa da pandemia do novo coronavírus, o prefeito bancou o Carnaval, a cidade recebeu 5 milhões de pessoas e Belo Horizonte ficou com o comércio fechado por sete meses. O carnaval é importante, mas nossa prioridade é o setor comercial que funciona o ano inteiro.

Caso seja eleito, em que área será sua principal inovação?

O principal é tratar com respeito aqueles que geram emprego e renda na cidade e que hoje são tratados como inimigos pela Prefeitura. Na área da Educação vamos aderir ao sistema das escolas cívico-militares do Ministério da Educação, cujo modelo cria um ambiente de hierarquia e disciplina e gera um melhor desempenho educacional. Já na área da saúde, vamos instituir a opção ao belo-horizontino do protocolo precoce de tratamento da Covid-19 com hidroxicloroquina, azitromicina e zinco.

Qual o lugar de Belo Horizonte no futuro?

Como uma capital pujante, protagonista e líder do crescimento de Minas Gerais, se consolidando como a terceira cidade mais próspera e mais importante do País. E que consegue crescer sem que o Estado pese sobre os empreendedores, e sim, que ajude aqueles que querem gerar oportunidades de emprego e renda.

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