Este foi o segundo dia de debate entre os candidatos à Prefeitura da Capital promovido pela Fiemg | Crédito: SEBASTIÃO JACINTO JR/FIEMG

Infraestrutura. Esse foi o tema do segundo debate com os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) no último dia 12 de novembro.

Durante o evento, foram levantadas questões relacionadas à mobilidade, segurança e tecnologia. Entre os principais assuntos abordados, a expansão do metrô da capital mineira, adoção de tecnologias, como o 5G, e saneamento básico se fizeram presentes.

Participaram do encontro Bruno Engler, do PRTB; João Vitor Xavier, do Cidadania; Luísa Barreto, do PSDB; Marcelo Souza e Silva, do Patriota; Professor Wendel Mesquita, do Solidariedade; Rodrigo Paiva, do Novo; Wadson Ribeiro, do PC do B; e Wanderson Rocha, do PSTU. Eles responderam a questionamentos dos próprios candidatos, de jornalistas e de entidades representativas.

Questões – O primeiro assunto abordado foi a implementação do 5G na cidade de Belo Horizonte e os principais entraves para que se torne uma realidade. Wadson Ribeiro destacou que não se deve ideologizar o debate. O tema, disse, requer cautela.

“Aqui em Belo Horizonte, eu penso em valorizar, sobretudo, a Prodabel, que é uma grande empresa, municipal, que hoje conta com mais de 1.000 km de internet cabeada, mas isso nem sempre está disponível para que seja uma ferramenta para o desenvolvimento do município. Nós precisamos fazer com que esse cabeamento chegue, por exemplo, de forma mais facilitada para favorecer os negócios, para favorecer a instalação de médias e pequenas empresas”, falou.

A João Vitor Xavier foi feita uma pergunta sobre o Plano Diretor de Belo Horizonte e se, caso for eleito, promoveria uma revisão dele. O candidato respondeu que sim e chamou o Plano Diretor de “desastre para a cidade, para a economia e para a população”.

“O Plano Diretor faz muito mal para a cidade, expulsa daqui o emprego, o investimento, a oportunidade para as pessoas. Tira do belo-horizontino a chance de ter uma cidade mais moderna”, avaliou.

Luísa Barreto, por sua vez, ao responder uma pergunta, defendeu que o projeto do novo Rodoanel saia do papel. “É possível a gente sonhar com esse novo Rodoanel porque está em construção um acordo que possivelmente será assinado no dia 17 de novembro, que vai garantir recursos externos, recursos da Vale – uma empresa que cometeu um crime ambiental em Minas Gerais e que vai pagar esse ressarcimento em obras diversas, incluindo a do Rodoanel”, disse.

A expansão da linha 1 do metrô e a criação das linhas 2 e 3 também entraram em debate. Bruno Engler falou sobre o assunto.

“Eu conto com o apoio do presidente Bolsonaro e, se eleito, vou ter uma linha direta com a presidência da República. O presidente Bolsonaro, com o ministro Tarcísio, já demonstrou a vontade de destinar R$ 1 bilhão para a construção da linha 2 do metrô. Isso esbarrou numa questão jurídica, tem que passar pelo Congresso Nacional. Mas eu acredito que qualquer prefeito de Belo Horizonte tem que trabalhar junto à bancada mineira – que é forte, influente, a segunda maior do Congresso – para que a gente tenha a aprovação desse recurso para Belo Horizonte”, disse.

Já os principais desafios para o acesso ao saneamento básico foi algo perguntado para Rodrigo Paiva. “Nós vamos executar essas obras, usar o marco regulatório do saneamento, para que as empresas de saneamento possam construir e regularizar essa situação”, disse.

Ele também destacou que pretende trabalhar com a regularização fundiária. “Tem pessoas que vivem lá por 5, 10, 15, 50 anos e não têm a posse do imóvel. É um lema da nossa campanha. Nós queremos que BH avance com dignidade para dar dignidade a essas pessoas”, ressaltou.

Guarda Municipal – O Professor Wendel Mesquita respondeu sobre o fortalecimento e valorização da Guarda Municipal. “Hoje, metade do salário da guarda é pago através de gratificação, ou seja, um guarda que ganha R$ 3 mil – um exemplo -, metade disso é em gratificação. Quando ele aposentar, perde todo esse benefício de 50% do seu salário”, destacou.

O candidato afirmou que foi feita uma proposta já apresentada para o sindicato e para os representantes. “No primeiro ano do nosso governo, nós vamos incorporar 30% desse valor no salário dos guardas. Posteriormente, no ano seguinte, 2022, 2023, 2024, a gente vai incorporar mais 10% a cada ano, chegando no final do primeiro mandato de quatro anos tendo 60% dessa gratificação incorporada ao salário dos guardas”, mencionou.

Marcelo Souza e Silva, do Patriota, por sua vez, falou sobre como ele deverá lidar com ocupações urbanas e déficit habitacional.

“Nós temos que pensar muito, dialogar muito e buscar essa solução de maneira moderna. Belo Horizonte é uma cidade que tem um território pequeno. Não temos área para construir essas moradias – e se tivermos essas áreas, vai sair muito caro. Nós estamos colocando a ideia de buscar essa colocação de moradias de pessoas de Belo Horizonte em outros municípios aqui da região metropolitana”, afirmou.

Chuvas – Por fim, Wanderson Rocha falou acerca das propostas para a infraestrutura da capital mineira tendo em vista os períodos de chuva. “No governo do PSTU, nós temos uma firmeza  em que assim que assumirmos a prefeitura de Belo Horizonte, nós vamos fazer, junto à equipe de transição, primeiro um levantamento das áreas de risco da nossa cidade. Nós temos hoje pessoas que foram atingidas pela chuva deste ano que estão sem a sua moradia”, salientou.