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Política

Ciro Nogueira anuncia que aceitou convite para assumir a Casa Civil

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Senador Ciro Nogueira é um dos membros titulares da CPI da Covid | Crédito: Marco Oliveira - Agência Senado

Brasília – O senador Ciro Nogueira (PP-PI) informou ontem, em sua conta no Twitter, que aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para chefiar a Casa Civil do governo.

“Acabo de aceitar o honroso convite para assumir a chefia da Casa Civil, feito pelo presidente @jairbolsonaro. Peço a proteção de Deus para cumprir esse desafio da melhor forma que eu puder, com empenho e dedicação em busca do equilíbrio e dos avanços de que nosso país necessita”, escreveu o parlamentar na rede social logo após encontro com o presidente no Palácio do Planalto.

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Presidente do PP, Ciro Nogueira é um dos principais líderes do centrão e sua chegada ao comando do ministério responsável pela coordenação das ações do governo aproxima ainda mais Bolsonaro do grupo, a quem criticou constantemente durante a campanha eleitoral e em seu primeiro ano do governo.

Ciro chega ao Planalto com a missão de tentar consertar a relação do governo não apenas com o Congresso, em meio à CPI da Covid no Senado, mas com o Judiciário, em meio aos constantes ataques de Bolsonaro contra membros do Supremo Tribunal Federal. Em troca, ganha poder.

No ano passado, diante das dificuldades na relação com o Congresso, Bolsonaro fez acordos com o centrão e cedeu cargos em troca de apoio.

Com sua popularidade no pior momento, o presidente leva o centrão para o coração do governo e entrega a Ciro Nogueira o poder de negociar acordos, decidir cargos e basicamente administrar internamente o governo.

Para encaixar Ciro, Bolsonaro fez uma reengenharia no primeiro escalão. Amigo pessoal do presidente mas extremamente criticado por parlamentares, o atual ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, será deslocado para a Secretarial-Geral da Presidência.

Apesar de permanecer no Planalto, Ramos ganha um cargo menor, com responsabilidades que concentram principalmente a zeladoria do Palácio. Incomodado, Ramos afirmou em entrevistas que foi surpreendido pela decisão do presidente e não escondeu a insatisfação.

Ex-titular da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni vai ocupar o quarto ministério desde o início do governo, Trabalho e Previdência, a ser criado pelo desmembramento do Ministério da Economia. Mesmo a contragosto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, concordou em perder o que até então era uma secretaria subordinada à sua pasta.

Suplência – Caso o nome do senador seja oficializado no cargo, a vaga deixada no Senado deverá ser ocupada pela primeira suplente, Eliane Nogueira (PP-PI), que é mãe do parlamentar.

Este seria o primeiro mandato político de Eliane e Silva Nogueira Lima, 72 anos, natural de Teresina. Empresária, ela compôs a chapa de Ciro, eleita em 2018. O segundo suplente é Gil Marques de Medeiros, o Gil Paraibano, também do PP, que, em 2020, foi eleito prefeito de Picos (PI).

Segundo a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64, de 1990), a indicação de parentes à suplência das chapas que concorrem ao Senado não é ilegal. No ano passado, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) apresentou o PLP 253/2020, que visa proibir a eleição de suplentes que sejam cônjuges, companheiros ou parentes dos candidatos. O projeto ainda não foi analisado.

O nome de Ciro Nogueira integra a lista de membros titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Eliane, no entanto, não assumirá automaticamente a vaga deixada pelo filho. Isso porque a comissão é formada de acordo com a indicação dos blocos parlamentares do Senado. Nesse caso, a líder do Bloco Parlamentar Unidos Pelo Brasil, senadora Mailza Gomes (PP-AC), pode nomear um novo titular para a CPI.

Enquanto isso não acontecer, os senadores Jader Barbalho (MDB-PA) e Luis Carlos Heinze (PP-RS), suplentes do bloco, devem substituir o parlamentar nas reuniões. (Agência Senado/Reuters)

Governo busca o apoio do Congresso Nacional

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que seu governo abandonou “um pouco” a política, mas percebeu que era cada vez mais necessário buscar apoio no Congresso, em discurso no dia em que foi confirmada a ida do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para comandar a Casa Civil.

“Abandonamos um pouco a questão política, mas vimos que era necessário cada vez mais buscarmos o apoio e o entendimento do Parlamento brasileiro”, disse.

“Fomos nos moldando, mas desde o início aquela bandeira que foram de todos os outros que me antecederam – que não foi diferente da minha, nós pusemos em prática: o efetivo combate à corrupção”, emendou ele.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto durante a solenidade de assinatura de um decreto que institui o Sistema de Integridade Pública, Bolsonaro destacou que fez no início do seu governo escolhas técnicas e pouco políticas para compor o seu ministério.

O presidente disse que, em dois anos e meio do governo, não houve uma “mácula sequer” de corrupção.

A fala de Bolsonaro ocorre em meio ao avanço das investigações da CPI da Covid do Senado que investiga suspeita de irregularidades nas tratativas para a compra de vacinas contra Covid-19 por integrantes do Executivo.

O governo também atravessa um período de baixa popularidade e, contrariando promessas de campanha de que só haveria escolhas técnicas para o primeiro escalão, decidiu fazer uma pequena reforma ministerial colocando Ciro Nogueira como ministro da Casa Civil, o mais importante na estrutura do Palácio do Planalto.

Ciro Nogueira é alvo de investigações por corrupção entre outros crimes perante o Supremo Tribunal Federal. Ele nega irregularidades. (Reuters)

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