Em coletiva virtual realizada ontem, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rodrigo Rodrigues, anteciparam que o Estado fará um chamamento público para Organizações Sociais (OS) interessadas em participar da gestão do Hospital de Campanha, montado no Expominas, na região Oeste da Capital, para o combate ao Covid-19. A gestão será compartilhada com o Estado.

Amaral reforçou que há quatro meses, quando as autoridades começaram a desenvolver prioridades nas ações de enfrentamento ao coronavírus, a expectativa era que o Hospital de Campanha começasse a funcionar em junho. O prazo foi prorrogado devido à atuação assertiva da administração pública estadual e à colaboração da população mineira em relação às medidas de prevenção e distanciamento social.

“Das primeiras projeções para cá, o pico da pandemia atrasou mais de um mês, para meados de julho, o que nos dá uma certa folga para a tomada de medidas para a gestão da unidade erguida no Expominas”, explicou o secretário.

Decisão conjunta – Amaral pediu atenção por parte das OSs, entidades sem fins lucrativos que exercem atividade de interesse social, ao anúncio do chamamento público, que será realizado nos próximos dias. A iniciativa une a Secretaria de Saúde (SES), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

O Hospital de Campanha no Expominas, em Belo Horizonte, é uma das iniciativas do governo estadual no enfrentamento ao coronavírus. A estrutura conta com 768 leitos, sendo 740 de enfermaria e 28 de estabilização. O custo total foi de R$ 5,3 milhões, sendo que 80% deste valor foi doado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). (Agência Minas)