Cotação de 03/08/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,1920

VENDA: R$5,1930

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,1930

VENDA: R$5,3470

EURO

COMPRA: R$6,2205

VENDA: R$6,2217

OURO NY

U$1.810,36

OURO BM&F (g)

R$305,16 (g)

BOVESPA

+0,87

POUPANÇA

0,2446%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Política
Guedes afirmou que plano é encerrar o auxílio emergencial neste ano, mas benefício pode ser retomado em caso de uma 2ª onda | Crédito: Albino Oliveira - Ascom/Ministerio da Economia

Brasília – O ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode subir até 4% no ano que vem, e voltou a avaliar que a retomada pós-crise está surpreendendo-o, citando arrecadação “extraordinária” neste mês.

“Brasil deve voltar a ter crescimento para 3%, 3,5%, pode chegar a 4% ano que vem”, afirmou ele, ao participar de evento on-line promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

PUBLICIDADE

Durante o evento, Guedes afirmou que o plano do governo para o auxílio emergencial é encerrá-lo ao fim deste ano, com retorno ao Bolsa Família como programa de transferência de renda.

“A resposta hoje, se você perguntar assim, qual o plano para o auxílio emergencial? Remoção gradual… acaba o auxílio emergencial. Que já foi R$ 600, caiu pra R$ 300 e ele acaba, nós voltamos para o Bolsa Família”, disse Guedes.

O ministro frisou que esse é o plano A, já que a percepção é de que o surto de coronavírus está retrocedendo e a economia, reagindo. Os pagamentos do auxílio emergencial encerram em 31 de dezembro deste ano.

Guedes voltou a dizer que, caso haja uma segunda onda de Covid-19 no País -possibilidade que classificou como baixa, o auxílio deverá ser mantido e um novo estado de calamidade pública deverá ser decretado, frisando que uma emenda na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo abre caminho para tanto.

Ele repetiu, contudo, que o gasto do governo deverá ser menor num novo enfrentamento à doença, ficando por volta de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), contra cerca de 10% do PIB neste ano.

“Nossa hipótese de trabalho é ir retirando os estímulos, é o que estamos fazendo, era R$ 600, baixa para R$ 300, depois aterrissa ali na frente ou numa versão do Renda Brasil, de renda básica, ou no próprio Bolsa Família que existia antes”, disse.

“Temos as duas possibilidades, é uma escolha política”, acrescentou ele, reconhecendo que a classe política tomou a decisão de discutir a eventual estruturação de um novo programa de transferência de renda mais à frente, já que o momento é de eleições municipais.

Guedes afirmou que o eventual programa tem que ser fiscalmente responsável e “evolucionário”, termo que tem usado para designar seu caráter de focalizar várias iniciativas que já existem num só auxílio.

“Pode ser que precise de mais debates políticos a respeito”, admitiu. “O presidente foi muito claro. Ele disse ‘eu não vou tirar do pobre para dar para o paupérrimo’”, completou.

A equipe econômica chegou a propor a extinção do abono salarial para incorporação do seu orçamento ao novo Bolsa Família, mas a possibilidade foi publicamente rechaçada por Bolsonaro.

Impostos – Guedes também sinalizou que a redução do imposto de importação sobre alimentos como reação à alta nos produtos deve ser uma medida permanente.

“Quando a população começou a reclamar de aumentos excessivos no arroz, no óleo de soja, nós estamos examinando. Agimos rápido no arroz e estamos examinando toda pauta de alimentação para eliminar impostos de importação”, afirmou ele.

“Nós vamos continuar com os impostos reduzidos porque o nosso objetivo era justamente reduzir as tarifas e ir abrindo a economia brasileira”, acrescentou.

Em setembro, o governo decidiu implementar uma cota sem tarifa para compra de 400 mil toneladas de arroz de fora do Mercosul até o final do ano. Atualmente, incidem sobre os países fornecedores de fora do Mercosul as tarifas de 12% sobre o grão beneficiado e de 10% sobre o arroz em casca.

Ele também reforçou avaliação de que a inflação é temporária. Segundo o ministro, quando houver o fim do auxílio emergencial, a alta transitória de preços setoriais impulsionados pela concessão do benefício, como de alimentos e materiais de construção, “deve se acalmar”. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!